O Ministro da Saúde da República da Eslováquia registrou oficialmente a Ivermectina como medicamento para profilaxia e tratamento aprovado para contra o SARS-CoV-2, o vírus por trás da COVID-19. A autorização ocorreu na última quarta-feira (27), quando os médicos receberam a notícia de que poderiam prosseguir com as prescrições formalmente autorizadas tanto em hospitais como em ambulatório.

Em 26 de janeiro, o Ministro da Saúde, Marek Krajci, concedeu uma licença para o medicamento não registrado, pois o medicamento já estava em uso de forma compassiva no último semestre.

O site TrialSite entrevistou Ondrej Halgas, um pesquisador da Universidade de Toronto e originalmente da Eslováquia. Halgas tem se envolvido ativamente com uma rede de organização e lobby para a aprovação do medicamento durante a pandemia. A nação da Europa Oriental, de 5,4 milhões de pessoas, membro da União Europeia desde 2004, acaba de fazer história com a aprovação do medicamento.

A autorização real foi o resultado do trabalho de redes de profissionais de saúde, jornalistas e outros ativistas de saúde que têm trabalhado diligentemente para aumentar a conscientização sobre os dados de eficácia crescentes no contexto da pandemia COVID-19.

AUTORIZAÇÃO

O medicamento antiparasitário foi autorizado pelo Ministro da Saúde após um pedido formal do professor Ivan Schréter, CSc, o Especialista-Chefe em Doenças Infecciosas do Ministério da Saúde da República Eslovaca. A autorização condicional, no entanto, é válida por um período de seis meses para hospitais e atendimento ambulatorial para a indicação de profilaxia e tratamento de pacientes com COVID-19. O medicamento também estará disponível em farmácias de prescrição licenciadas.

O cientista da Universidade de Toronto, Ondrej Halgas, expressou orgulho por seu país ser capaz de se tornar a primeira nação da Europa a aprovar formalmente este medicamento como complemento de vacinas e outros tratamentos. Em uma entrevista ao TrialSite, Halgas compartilhou que tem colaborado com médicos como o Dr. Pierre Kory e Paul E. Marik, bem como outros. Na Alemanha, aparentemente o uso de ivermectina cresceu, relata Halgas. Ele estava em contato com um grupo de médicos que tratava de idosos em uma casa de repouso.

A taxa de mortalidade em lares de idosos naquele país europeu (Alemanha) é de cerca de 25% a 30%. Depois de tratar cerca de 100 residentes com ivermectina, essa taxa em uma série de casos aparentemente caiu para cerca de 5% - uma enorme diferença. Claro, este não é o resultado de um estudo formal, mas, no entanto, representa mais pontos de dados do mundo real.

Desafios de abastecimento

Ondrej Halgas relata que abastecimento é outra questão. Ao contrário de muitos outros países da UE, como a Áustria, na Eslováquia, a ivermectina estava disponível apenas para animais e como creme para humanos.

O último edital do ministro da Saúde agora permite a importação. Médicos e hospitais têm importado o medicamento da Áustria e até mesmo de lugares distantes como a Índia, e não está claro como o sistema de saúde predominantemente nacional do país funcionará para importar o medicamento com eficiência e eficácia.

Com informações de TrialSite