Créditos: Reprodução
O governo Lula criou uma secretaria executiva com mais de 50 cargos para coordenar políticas públicas voltadas à exploração de minerais críticos e terras raras. A mudança foi formalizada pelo decreto nº 13.139, assinado pelo presidente em 16 de outubro e publicado no Diário Oficial da União. Com informações da Agência Brasil.
A nova Secretaria-Executiva do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos ficará vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), comandado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. Para estruturar o órgão, o governo transferiu cargos comissionados principalmente do Ministério da Gestão, de Esther Dweck.
A estrutura contará com três subsecretarias: Gestão e Assessoramento ao Pleno, Projetos e Análise de Operações.
Terras raras viram tema de disputa eleitoral
A exploração de minerais críticos ganhou destaque no debate da Band, no último domingo, quando Lula questionou o senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre uma possível parceria entre o Brasil e os Estados Unidos nessa área.
“O Brasil está em um momento muito rico de possibilidade de crescimento na indústria de exploração de minerais críticos e terras raras. Vocês têm pretensão de entregar isso aos EUA?”, perguntou o presidente.
Segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB), o país possui cerca de 21 milhões de toneladas em reservas de terras raras, o equivalente a aproximadamente 23% das reservas globais, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
As principais áreas com depósitos de potencial econômico estão em Minas Gerais, Goiás, Amazonas, Bahia e Sergipe.
O Brasil também se destaca em outros minerais estratégicos: concentra 94% das reservas mundiais de nióbio, com 16 milhões de toneladas; ocupa o segundo lugar em reservas de grafita, com 74 milhões de toneladas e 26% do total global; e o terceiro em níquel, com 16 milhões de toneladas, equivalentes a 12% das reservas mundiais.


