“Ainda sente dores das pancadas”, diz familiar de homem surdo agredido por seguranças em Carnaval

19 de Fevereiro 2026 - 17h22
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Isaac Torres, 29 anos, ainda convive com dores quatro dias após ter sido agredido por seguranças em pleno Carnaval de Apodi, no Oeste Potiguar. Uma familiar do rapaz, que é surdo, relatou à TRIBUNA DO NORTE que ele vai passar por exame de raio-x para saber se houve alguma fratura. A agressão ocorreu no último domingo (15), foi gravada e ganhou repercussão desde a noite dessa quarta-feira (18). Informação da Tribuna do Norte.

“Ficamos em choque. O pai e a mãe dele são idosos e moram com ele”, disse uma familiar do homem agredido, que preferiu não se identificar. Um Boletim de Ocorrência sobre o caso foi registrado na segunda-feira (16) e o exame de corpo de delito foi feito no dia seguinte.

A vítima apresentou hematomas na cabeça, marcas de cassetetes nos ombros e na costela, além de corte no cotovelo esquerdo e dores na região das nádegas. Após as agressões, o rapaz foi socorrido por conhecidos da família, que o levaram ao hospital.

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As imagens que flagraram a agressão mostram seguranças particulares contratados para atuar na festa desferindo golpes de cassetete e empurrando o homem, que ainda tenta se comunicar em linguagem de sinais. A Prefeitura de Apodi afirma que está apurando o caso e que medidas cabíveis serão adotadas. A família afirmou que tem recebido o apoio necessário do município.

Nesta quinta-feira (19), a delegada-geral da Polícia Civil do Rio Grande do Norte, Ana Claudia Saraiva, afirmou que o caso está sendo tratado com prioridade e que já foram iniciados os encaminhamentos para a investigação. A informação foi repassada durante coletiva de imprensa, na sede da Governaria, durante apresentação dos dados da Operação Carnaval 2026.

De acordo com a delegada, a ação foi um crime “covarde” praticado contra uma pessoa em situação de vulnerabilidade. “Determinei ao delegado do município todas as providências, inclusive de procurar a família [da vítima], para que todos os exames periciais [sejam realizados], a fim de dar prioridade ao caso. Afinal de contas é um crime covarde contra uma pessoa em situação de vulnerabilidade. Daremos toda a atenção e prioridade necessária”, destacou.

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