Créditos: José Cruz/Agência Brasil
Durante participação na cúpula do G7, na França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em conversa com a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, e com o chanceler alemão Friedrich Merz, que nunca foi esquerdista e que o mundo segue um “caminho do meio”.
A declaração repercutiu após Lula dizer que sua trajetória esteve ligada ao movimento sindical e não a uma identidade ideológica de esquerda.
Em artigo de opinião, o colunista relembra diversas declarações do presidente ao longo dos anos sobre sua relação com a esquerda. Entre elas, uma fala de 2003, no Fórum Social Mundial, quando Lula afirmou que sua eleição representava esperança para a esquerda na América Latina e no mundo.
O texto também cita declarações de 2006 e 2007, nas quais Lula se definiu como alguém comprometido com pautas sociais e destacou a criação do PT como um dos principais partidos de esquerda da América Latina.
O articulista sustenta que, ao longo da carreira política, Lula adotou discursos associados à esquerda, embora tenha feito diferentes definições sobre sua posição ideológica conforme o contexto e o público.
Na avaliação apresentada no artigo, o presidente construiu sua trajetória política utilizando bandeiras historicamente ligadas à esquerda, ainda que atualmente afirme não se considerar esquerdista.

