No Rio Grande do Norte, 1 em cada 10 estudantes de 13 a 17 anos afirmou que sentiu que a vida não vale a pena ser vivida na maioria das vezes ou sempre nos 30 dias anteriores à pesquisa. O percentual no estado é de 15,3% e, em Natal, chega a 17,5%.
Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada nesta terça-feira 25 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Nos cenários local, regional e nacional, o percentual foi, em média, de 6 a 9 pontos percentuais maior entre estudantes de escolas públicas e de 10 a 13 pontos percentuais maior entre mulheres.
No Brasil, 18,5% dos estudantes relataram esse sentimento, sendo 12,0% entre homens e 25,0% entre mulheres. No Nordeste, o índice foi de 19,2%. No Rio Grande do Norte, os percentuais são de 10,3% entre homens e 20,5% entre mulheres. Em Natal, 11,1% dos homens e 23,8% das mulheres responderam que tiveram esse sentimento.
A pesquisa também aponta que 25,9% dos estudantes no estado disseram que se sentiram tristes na maioria das vezes ou sempre nos 30 dias anteriores à pesquisa. Entre as mulheres, o percentual é de 37,9%, enquanto entre os homens é de 14,1%. Em Natal, 28,9% dos alunos relataram tristeza constante no período.
Outro dado do levantamento indica que 30,2% dos escolares potiguares afirmaram que sentiram vontade de se machucar de propósito alguma vez nos 12 meses anteriores à pesquisa. Entre as meninas, o percentual é de 41,1%, e entre os meninos, 19,5%.
Relação com os pais
A PeNSE também investigou a relação dos estudantes com os pais ou responsáveis. No estado, 35,9% dos alunos de escolas públicas e 33,2% de escolas privadas relataram que os pais ou responsáveis não entenderam seus problemas e preocupações. O percentual é de 38,4% entre mulheres e 32,4% entre homens.
Além disso, 49,0% dos estudantes disseram que se sentiram muito preocupados com questões do dia a dia na maioria das vezes ou sempre nos 30 dias anteriores à pesquisa. Entre as mulheres, o índice é de 59,4%.
O levantamento mostra ainda que 33,0% dos escolares afirmaram que pais ou responsáveis mexeram em seus pertences sem consentimento nos 30 dias anteriores à pesquisa.
A PeNSE ouviu estudantes de 13 a 17 anos sobre temas como saúde mental, hábitos alimentares, atividade física, uso de substâncias, violência e ambiente escolar.
Fonte: Agora RN

