Hepatologista aponta o que ajuda a reverter a gordura no fígado

15 de Junho 2026 - 11h10
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Anualmente em 11 de junho é celebrado o Dia Mundial da Esteatose Hepática. Neste ano, a data foi comemorada na última quinta-feira (11). Entre tantas dúvidas a respeito da condição popularmente conhecida como gordura no fígado, um dos maiores questionamentos é sobre o que deve ser feito para reverter o quadro. Em torno de 30% da população brasileira tem a doença.

De acordo com a hepatologista Bruna Correia, que atende em Arapiraca (AL), é preciso atuar em três pilares principais para reverter a gordura no fígado. A médica pontua que o primeiro suporte é a alimentação estratégica. “Reduzir o máximo possível do consumo de açúcar, carboidratos refinados (como pão francês e biscoito) e alimentos ultraprocessados”, aconselha a especialista.

A médica explica ser necessário trocar as opções mencionadas por “comida de verdade”, por exemplo, proteínas de boa qualidade, fibras e gorduras boas. Bruna lista que o segundo pilar é o movimento. “Colocar o corpo para gastar energia por meio de exercícios como a caminhada acelerada, que ‘força’ o fígado a queimar seu estoque de gordura”, acrescenta a hepatologista.

O terceiro alicerce envolve o controle metabólico. “Cuidar do diabetes, do colesterol e da pressão alta. Afinal, a reversão da esteatose hepática não vem de um remédio milagroso ou de um chá ‘detox’, mas sim do resultado direto de um estilo de vida consciente, porque o fígado sente as suas escolhas“, argumenta Bruna.

Reversão da gordura no fígado
Conforme a especialista, a reversão da gordura no fígado pode ser descrita como “uma operação de esvaziamento de estoque”. “Ao melhorar a alimentação e fazer exercícios, o corpo entra em um estado de ‘déficit de energia’. Como precisa de combustível para te manter ativo e caminhando, o organismo olha para o fígado e diz: ‘Tem um estoque gigante de energia guardado ali dentro daquelas células'”.

A hepatologista esclarece que o organismo começa a quebrar as moléculas de gordura estocadas no fígado, processo chamado de lipólise, e transformá-las em energia circulante. “À medida que essas células esvaziam, o peso e o inchaço do órgão diminuem, a circulação de sangue ali dentro melhora e a inflamação cessa. Assim, a gordura vai embora, entretanto, o estoque fica pronto para encher novamente, caso a mudança de escolhas melhores não seja contínua”, finaliza.

Metrópoles