Créditos: Reprodução
Pelo menos quatro pessoas denunciam ter sido vítimas de ofensas relacionadas ao peso atribuídas ao dono de uma academia no bairro Santa Mônica, em Belo Horizonte. Os relatos resultaram em boletins de ocorrência e ações na Justiça, além de reacenderem o debate sobre gordofobia.
Uma das denúncias foi feita pela personal bronze Dayane Magalhães de Oliveira, que afirmou ter sido chamada de “gorda”, “baleia” e “obesa” pelo empresário. Segundo ela, o homem já havia feito ofensas semelhantes em 2016, quando decidiu realizar uma cirurgia bariátrica.
Outra vítima, a empresária Carolina de Giacomo, afirmou ter recebido comentários ofensivos do empresário após publicar uma foto com familiares. Segundo ela, ele criticou sua aparência e disse que deveria fazer dieta e praticar atividade física.
Os casos passaram a ser investigados pela Polícia Civil de Minas Gerais. A corporação informou que testemunhas foram ouvidas e diversas diligências realizadas. O inquérito está na fase final antes da conclusão.
Embora a gordofobia não seja tipificada como crime específico no Brasil, ofensas relacionadas ao peso podem, dependendo das circunstâncias, gerar responsabilização nas esferas criminal e cível. Segundo pesquisa da Abeso, 85,3% das pessoas com obesidade no país afirmam já ter sofrido algum tipo de discriminação por causa do peso.


