Entidade pede afastamento de árbitro da Copa por gesto supremacista

15 de Junho 2026 - 13h27
Créditos: Reprodução NSC Ttotal

Mesmo com a goleada aplicada pela Alemanha por 7 x 1 sobre Curaçao, em jogo disputado nesse domingo (14/6) pela Copa do Mundo, a partida foi marcada por controvérsia. O árbitro australiano Shaun Evans fez um gesto de “OK invertido”, que pode ser interpretado como insinuação à supremacia branca. A situação repercutiu negativamente no mundo do futebol. Informações do Metrópoles.

Parceira da Fifa no monitoramento de racismo, discriminação e discursos de ódio, a Fare Network se pronunciou sobre o caso. De acordo com o jornal inglês BBC, a entidade busca esclarecimentos sobre o caso e pediu afastamento preventivo do profissional.

“Segundo nossos especialistas, o gesto utilizado se assemelha claramente a um sinal de ‘OK invertido’, usado como símbolo de ‘poder branco’ em círculos da extrema-direita global”, diz um porta-voz da Fare.

“Claramente, esse árbitro não deveria mais desempenhar nenhuma função nesta Copa do Mundo”
Shaun Evans é árbitro profissional desde 2004. Filiado à Federação de Futebol da Austrália, ele esteve na Copa do Mundo de 2022 como VAR e foi selecionado para a Copa do Mundo de 2026 para a mesma função.

Entenda o caso
Alemanha e Curaçao se enfrentaram nesse domingo (14/6).
Antes da partida, a transmissão foi até a cabine do VAR para apresentar a equipe de arbitragem de vídeo.
Na ocasião, o árbitro Shaun Evans fez o gesto de “OK invertido”.
O gesto pode ser interpretado como referência à supremacia branca.
O sinal feito com os três dedos pode indicar um “W” e o círculo com polegar, como um “P”.
Juntas, as iniciais geralmente indicam “White Power”, ou “Poder Branco”, termo que exalta a ideia de supremacia branca.
A Fifa não se pronunciou sobre o caso.