VÍDEO: Celular cai de avião, filma trajeto até o chão e é achado intacto

14 de Dezembro 2020 - 18h21
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Enquanto sobrevoava a Praia do Peró, em Cabo Frio (RJ), na sexta-feira (11), o ambientalista e documentarista Ernesto Galiotto deixou seu aparelho celular cair do avião. Após o susto, ele ainda conseguiu recuperar o aparelho intacto, na o dia seguinte, com auxílio de um amigo. O trajeto da queda foi filmada pelo próprio telefone – um iPhone 6S.

"É uma coisa que, se você contar para alguém, a pessoa não acredita. Foi um Deus nos acuda! No momento, eu falei até um palavrão, mas depois eu pensei e disse: 'Eu vou recuperar esse celular'", afirmou o ambientalista, que há 26 anos faz sobrevoos no local.

Quando o celular caiu, estava a cerca de 300 metros de altura, em voo para comemorar a renovação do Selo Internacional Bandeira Azul na Praia do Peró, que reconhece a qualidade ambiental do local em nível internacional. Seria realizado um hasteamento da bandeira, com o intuito de evitar aglomerações, o evento foi substituído por uma cerimônia somente para autoridades.

"Eu tinha programado o voo com dois aviões. Quando soube que ela [a bandeira] não seria estendida, eu dispensei a decolagem do outro e decolei só com um. Mas, como a bandeira não subiu, o celular caiu", disse Galiotto.

O momento em que ele pegou o celular para fazer uma filmagem foi registrado por uma câmera da cabine do monomotor. O ambientalista segurava o celular somente com uma mão. "Nós estamos aqui procurando a Bandeira Azul", disse, e, em seguida, aparelho caiu. Em seguida, Galiotto afirma: 'Mais um... Acontece".

No dia seguinte, o telefone foi localizado por uma função de rastreamento por GPS, com ajuda do técnico de informática Victor de Oliveira Tostes. O objeto estava em uma área de restinga das Dunas do Peró.

"Em 15 segundos, ele [o aparelho] bateu no solo. Estava a uns 200 metros da água, e a poucos metros tinha um casal na praia. Ele caiu às 11h10 de sexta-feira. Caiu com a tela para baixo e ficou filmando por uma hora e meia. Eu acho que o sol que recarregou, porque, quando chegamos para recuperar, ele ainda tinha 16% de carga no sábado, por volta de 8h50", disse Ernesto Galiotto.

"Eu tinha fé que ia recuperar. Pensei: 'Se ele não caiu na água, a gente vai achar'. Por poucos metros, poderia ter atingido uma pessoa – e, com aquela altura que eu estava voando, 2 mil e poucos pés, ia ser uma tragédia, imagina? Mas não teve a tragédia, teve muitas emoções, é como diz o Roberto Carlos", contou.

"Andamos por cerca de 5 minutos até chegar perto do celular. Ele estava numa região de areia, com a tela virada para baixo. A claridade do sol refletiu na capa, e logo consegui identificar no meio da areia. Por incrível que pareça, ele estava intacto, funcionando perfeitamente, somente com uma parte da película protetora da tela trincada”, afirmou Tostes.

Fonte: G1