Sesap nega contrato e diz ter apenas "memorando" para compra da Coronavac

31 de Dezembro 2020 - 12h04
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A Secretaria de Saúde do RN (Sesap) negou que o Governo do Estado tenha assinado um contrato com o Butantan para aquisição de doses da Coronavac, a vacina chinesa produzida no Brasil em parceria com o instituto paulista. Segundo a secretaria, o que foi assinado até o momento foi um “memorando de entendimento”, e não um contrato, como disse a governadora em entrevista à TV Ponta Negra no último dia 22.

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O posicionamento da Sesap se deu após o Portal Grande Ponto solicitar esclarecimentos em relação ao contrato mencionado pela governadora, uma vez que ela não explicou quando foi assinado, além dos valores da negociação e quantidade de doses pré-estabelecidas.

A Sesap explicou que o memorando de entendimento apenas prevê que, diante da disponibilidade de vacinas pelo Instituto, seja firmado acordo vinculante de aquisição de vacinas pelo estado do Rio Grande do Norte.

O memorando também não prevê os custos envolvidos na transação. De acordo com a Secretaria de Saúde, os valores só serão detalhados na assinatura do “acordo vinculante”.

PREÇO

A média de preço estimada pelo Instituto Butatan de cada vacina é de 10 dólares, ou seja, R$ 51 reais por vacina, já inclusas as despesas do contrato com os fabricantes em parceria com o Sistema Único de Saúde (SUS).

A quantidade da vacina Coronavac destinada ao Rio Grande do Norte, ainda segundo a Sesap, vai depender da quantidade disponível que será fornecida pelo Instituto aos estados.

PLANO DE IMUNIZAÇÃO

De acordo com o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, o Brasil já garantiu 300 milhões de doses de vacinas covid-19 por meio dos acordos como o da  Fiocruz/AstraZeneca (100,4 milhões de doses, até julho/2020 + 30 milhões de doses/mês no segundo semestre); Covax Facility (42,5 milhões de doses); Pfizer -70 milhões de doses (em negociação)

No Plano de Operacionalização do Rio Grande do Norte, está prevista a vacinação de 803 mil potiguares, tendo início com os trabalhadores da Saúde, indígenas, pessoas de comunidades tradicionais e pessoas com 75 anos ou mais; já a segunda englobará pessoas entre 60 e 74 anos; na fase três serão vacinadas pessoas com comorbidade.

Em seguida, a previsão é que sejam os seguintes grupos prioritários:

-Trabalhadores da educação

-Membros das forças de segurança e salvamento

-Funcionários do sistema de privação de liberdade

-Pessoas privadas de liberdade

-Pessoas deficientes e Trabalhadores do transporte coletivo / transportadores rodoviários de carga.

Logo após os grupos prioritários, toda a população do Rio Grande do Norte será vacinada.