Relatório da PF diz não ver indício de crime em jornalista alvo de Moraes

19 de Agosto 2026 - 14h37
Créditos: Fellipe Sampaio/STF

Relatório da Polícia Federal sobre a operação contra a fonte do jornalista maranhense Luís Pablo afirma que não há indícios de que ele tenha cometido violação de sigilo funcional. O documento também diz não ser possível afirmar, “com máxima certeza”, que os R$ 100 mil recebidos pelo jornalista tenham sido pagamento por reportagens contra o ministro do STF Flávio Dino.

Segundo a PF, houve uma transferência de R$ 100 mil envolvendo pessoas ligadas ao jornalista, mas não foi possível determinar a finalidade do dinheiro. A corporação recomendou novas análises para esclarecer a origem e o motivo do pagamento.

O relatório afirma ainda que Luís Pablo, em tese, está protegido pelo direito à liberdade de imprensa e rejeita acusá-lo de perseguição. A operação havia sido autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, que apontou suspeitas de reportagens pagas contra Dino. O jornalista nega.

A PF também identificou que os R$ 100 mil foram usados na compra de um imóvel rural de R$ 461 mil, quitado por Luís Pablo. O jornalista havia sido alvo de busca e apreensão após publicar reportagens sobre suposto uso irregular de carros oficiais por Dino e familiares no Maranhão.