A Sondagem das indústrias Extrativas e de Transformação do Rio Grande do Norte, elaborada pela FIERN, mostra que a produção industrial potiguar, como é usual para o início de ano, permaneceu em retração em fevereiro de 2021 (44,3 pontos). Ressalte-se que este é quarto mês seguido que o indicador fica abaixo da linha divisória de 50 pontos, demonstrando que a tendência de queda da atividade se mantém. Acompanhando o desempenho negativo da produção, o número de empregados também caiu. O percentual médio de Utilização da Capacidade Instalada (UCI) da indústria ficou em 68% em fevereiro de 2021 (contra 66% da Sondagem de janeiro).

Embora tenha crescido, na avaliação dos empresários, a utilização da capacidade está abaixo do padrão usual para meses de fevereiro (indicador de 41,6 pontos). Mesmo com o recuo no nível de produção, os estoques de produtos finais voltaram a subir, e ficaram acima do nível planejado pelo conjunto da indústria. Refletindo o aumento da incerteza e do risco de que medidas mais restritivas de isolamento social sejam adotadas, os índices de expectativa dos empresários recuaram em março, mas não se reverteram. Portanto, ainda é esperada expansão na demanda, nas compras de matérias-primas e nas exportações, porém o otimismo se reduziu comparativamente ao levantamento anterior. Quanto ao número de empregados, as previsões são de queda nos próximos seis meses. A intenção de investimento, por seu turno, voltou a cair na passagem de fevereiro para março.

Quando comparados os dois portes de empresa pesquisados, observam-se, em alguns aspectos, comportamento divergente. As pequenas indústrias apontaram queda na produção e no número de empregados. Os estoques de produtos finais ficaram estáveis, mas abaixo do planejado. As expectativas para os próximos seis meses são de queda nas exportações; e o indicador da intenção de investimento voltou a cair. As médias e grandes empresas, por sua vez, assinalaram queda na produção e no emprego; estoques de produtos finais em alta e acima do nível desejado. As perspectivas em relação aos próximos seis meses, são positivas quanto a vendas externas, embora o otimismo tenha se reduzido em relação ao levantamento anterior. Já a intenção de investimento voltou a crescer.

Comparando-se os indicadores avaliados pela nossa Sondagem Industrial com os resultados divulgados em 18/03 pela CNI para o conjunto do Brasil, observa-se que, de um modo geral, as avaliações convergiram, com a diferença de que os empresários nacionais apontaram gradual recuperação do emprego industrial; os estoques de produtos finais caíram e ficaram abaixo do planejado pelas empresas; e estão otimistas com relação ao número de empregados nos próximos seis meses.