Perícia confirma voz de Vorcaro em áudios sobre filme de Lula

18 de Outubro 2026 - 11h33
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Uma perícia técnica em cinco áudios atribuídos a Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, concluiu que a voz gravada é compatível com a do empresário e que não há sinais de edição ou manipulação digital. Nas gravações, divulgadas neste sábado (17) pela revista Veja, o ex-banqueiro relata supostos pagamentos associados à produção de um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Instituto Lula, classificando os valores como um "pedágio" para obter acesso a fundos de pensão de empresas estatais. Com informações da Veja.

O laudo assinado pelo perito Leocadio Casanova aponta que os arquivos não apresentam elementos técnicos indicativos de montagem, corte, reordenação ou síntese de voz por inteligência artificial. A autenticidade do material gravado também foi reconhecida pelo advogado de Vorcaro, Daniel Bialski, e pela irmã do ex-banqueiro, Natália Vorcaro. A revista informou ter submetido as gravações a exames técnicos antes da publicação.

Alegações envolvem valores milionários e reuniões

De acordo com a reportagem da Veja, Vorcaro teria afirmado nos áudios o repasse de R$ 30 milhões para auxiliar no financiamento de um documentário sobre Lula, dirigido pelo cineasta Oliver Stone, além de uma quantia não especificada destinada ao Instituto Lula.

O ex-banqueiro também mencionou ter participado de encontros com o então ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e de tratativas em instituições como Postalis, Previ e Petros para viabilizar um negócio estimado em R$ 10 bilhões para o Banco Master. Segundo o relato, haveria o compromisso de pagar uma propina de 10% sobre o valor obtido para os operadores da negociação.

Polícia Federal nega delação e investiga origem de gravações

As afirmações de Vorcaro não foram confirmadas pelas autoridades como parte do conteúdo de uma colaboração premiada oficial. A Polícia Federal informou que o ex-proprietário do Banco Master não prestou depoimento com o teor publicado nem entregou documentos ou provas à instituição.

A corporação comunicou ainda que a proposta de delação premiada apresentada por Vorcaro foi recusada por ser considerada insuficiente e por não trazer informações inéditas. Investigadores suspeitam que a gravação tenha sido efetuada no ambiente prisional e devem instaurar apuração para determinar sua origem. A PF ressaltou que a validação técnica da voz e a integridade dos arquivos não comprovam, por si sós, a veracidade do que foi dito nas gravações.

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