Créditos: Zhengshun Tang/ Getty Images
Outubro terá uma série de fenômenos astronômicos, incluindo a chuva de meteoros Oriônidas, formada por fragmentos deixados pelo cometa Halley, Saturno no período de maior brilho de 2026 e uma boa oportunidade para observar Mercúrio no Hemisfério Sul.
O primeiro destaque será neste domingo (4), quando Saturno estará em oposição, com a Terra posicionada entre o Sol e o planeta. O fenômeno fará com que Saturno fique mais próximo da Terra e atinja seu maior brilho do ano, podendo ser visto a olho nu como um ponto luminoso. Com telescópio, será possível observar seus anéis.
Entre 21 e 23 de outubro, será a vez das Oriônidas. A chuva ocorre quando a Terra atravessa partículas deixadas pelo cometa Halley, que entram na atmosfera em alta velocidade e produzem os rastros luminosos conhecidos como estrelas cadentes. Em condições ideais, podem ser observados de 10 a 20 meteoros por hora. A Lua, porém, poderá atrapalhar a visualização neste ano.
No dia 12, Mercúrio atingirá a maior elongação leste, ficando cerca de 25 graus afastado do Sol no céu. O planeta poderá ser observado pouco depois do pôr do sol, na direção oeste, e terá uma das melhores aparições de 2026 para quem está no Hemisfério Sul.
Principais datas
1º de outubro: Lua próxima das Plêiades, Aldebaran e Capella.
4 de outubro: Saturno em oposição e no maior brilho de 2026.
12 de outubro: Mercúrio na maior elongação leste.
21 a 23 de outubro: período indicado para observar as Oriônidas.
26 de outubro: Lua Cheia.
Para acompanhar os fenômenos, não é necessário usar telescópio ou binóculos. No caso das Oriônidas, o ideal é procurar um local escuro, longe das luzes da cidade, com ampla visão do céu e observar principalmente nas horas que antecedem o amanhecer.


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