Integrantes da oposição no Senado Federal avaliam obstruir os trabalhos da Casa Alta para pressionar pelo avanço do pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
O senador Carlos Viana (PSD-MG) anunciou, nesta terça-feira (1º), ter protocolado um novo pedido de impeachment contra Moraes no Senado, além de um requerimento para que o ministro seja ouvido em audiência na Casa.
As iniciativas foram apresentadas após o ministro André Mendonça tornar públicos detalhes da investigação da Polícia Federal que apura a relação entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O material reúne mensagens e outros registros extraídos do celular do banqueiro.
Diante da decisão de Mendonça, parlamentares da oposição passaram a discutir uma reação no Senado. A senadora Damares Alves (PL-DF), por exemplo, defende o esvaziamento das sessões da Casa, inclusive da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que tem matérias importantes previstas em sua pauta, como a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1.
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A estratégia ainda está em discussão entre os parlamentares e pode incluir outras medidas para dificultar o andamento das votações e da pauta do Senado. A intenção é pressionar o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, a dar andamento aos pedidos de impeachment apresentados contra ministros do STF.
O pedido
Ao defender a iniciativa, Carlos Viana afirmou que o Senado não pode continuar, segundo ele, “omisso” diante dos pedidos de impeachment contra ministros do STF. O senador criticou a postura de Alcolumbre e disse que cabe à Casa promover uma investigação que considere séria, transparente e firme.
“Hoje o Senado não pode mais ficar omisso. O presidente desta Casa tem feito acordos em reuniões, tem mantido os pedidos de impeachment na gaveta, não tem cumprido com o papel que a população espera. O Senado é a Casa que tem que ter altivez para trazer uma investigação séria, transparente e firme. Não estou pré-condenando ninguém, mas nós não podemos mais deixar de dar respostas”, afirmou.
Com informações de Metrópoles

