Onda de protestos violentos se espalha pela Europa

20 de Outubro 2026 - 15h11
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Mais de 2 mil pessoas foram presas e centenas de policiais ficaram feridos durante tumultos na França no último fim de semana. Manifestações lideradas por jovens também atingiram cidades da Espanha, Itália, Bélgica, Portugal e Albânia, com saques, bloqueios e depredações.

Os atos começaram com reivindicações estudantis sobre o sistema de ensino e evoluíram para protestos contra a inflação e a crise habitacional.

França impõe toque de recolher após saques

O governo francês impôs toque de recolher em diversos municípios e avalia decretar estado de emergência nacional. Durante os protestos, que reuniram 500 mil pessoas no país, mais de 3 mil estabelecimentos comerciais teriam sido invadidos e depredados.

Em Paris, os confrontos deixaram um jovem morto por parada cardíaca e 600 policiais feridos. O Ministério do Interior contabilizou 110 mil manifestantes na capital, onde houve enfrentamentos com tropas de choque.

Itália e Espanha registram confrontos

Na Itália, a polícia usou gás lacrimogêneo e jatos de água para dispersar manifestantes em cidades como Milão, Turim e Bolonha. A primeira-ministra Giorgia Meloni condenou a depredação. “Manifestar é um direito. Colocar nossas cidades a ferro e fogo não é”, declarou.

Em Madri, a polícia reprimiu invasões de prédios públicos durante protestos contra os aluguéis e despejos de idosos. Estudantes e professores entraram em greve na Universidade Complutense, e manifestantes ocuparam a Câmara de Comércio da capital.

Ministério da Educação é incendiado na Albânia

Em Tirana, manifestantes incendiaram o prédio do Ministério da Educação durante confrontos com uso de balas de borracha e queima de lixeiras.

Na Bélgica, o ministro do Interior, Bernard Quintin, classificou os protestos juvenis em Bruxelas como episódios de violência pura e simples.

Em Portugal, ativistas montaram acampamentos em Lisboa e no Porto contra uma lei que facilitou o despejo de inquilinos. A insatisfação com os governos europeus levou as forças de segurança a elevar o nível de prontidão.