Maioria dos políticos citados no caso Banco Master vence nas urnas

05 de Outubro 2026 - 11h13
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Muitos dos políticos citados em investigações do caso Master se elegeram neste domingo (4). Entre os eleitos estão Jaques Wagner (PT-BA), Hugo Motta (Republicanos-PB), Antonio Rueda (União Brasil-RJ), Nikolas Ferreira (PL-MG), Elmar Nascimento (União-BA) e Mario Frias (PL-SP). Por outro lado, Ciro Nogueira (PP-PI) e ACM Neto (União Brasil-BA) foram derrotados nas disputas pelo Senado e pelo governo estadual, respectivamente.

As citações aos políticos no caso Master têm naturezas distintas e envolvem contratos de prestação de serviços, relações pessoais, mensagens e suspeitas de favorecimento investigadas pela Polícia Federal. A presença de um nome nos registros da investigação, por si só, não significa que a pessoa tenha cometido irregularidades.

Na Bahia, ACM Neto foi derrotado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), que foi reeleito no primeiro turno. Durante a campanha, o ex-prefeito de Salvador foi questionado sobre pagamentos feitos pelo Banco Master e pela gestora Reag à sua empresa de consultoria. Ele afirmou que os valores eram lícitos e correspondiam a serviços prestados.

Jaques Wagner, por sua vez, conquistou um novo mandato. O senador foi alvo de buscas na Operação Compliance Zero. A Polícia Federal investiga se ele teria recebido vantagens em troca da defesa de interesses do banco, que incluía um apartamento e transferências para uma empresa ligada à família. Wagner nega irregularidades.

A segunda vaga da Bahia no Senado ficou com Rui Costa (PT). O nome do ex-governador e atual ministro apareceu em uma proposta de delação apresentada por Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A proposta foi rejeitada pela PF e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por falta de elementos considerados suficientes para sustentar os relatos. Rui Costa nega favorecimento ao banco.

No Piauí, Ciro Nogueira foi derrotado por Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD). Presidente nacional do PP e ex-ministro da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro (PL), ele havia sido alvo de buscas em maio, em uma investigação que apura suspeitas de recebimento de vantagens para atuar em benefício do Banco Master.

A apuração também reuniu registros de viagens que teriam sido custeadas por Daniel Vorcaro. Ciro Nogueira nega qualquer irregularidade.

Hugo Motta foi reeleito deputado federal pela Paraíba. O presidente da Câmara apareceu em mensagens trocadas com Vorcaro, que incluía referências a uma possível sociedade envolvia um terreno em João Pessoa.

Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil, também conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro. Escritórios ligados ao dirigente receberam pagamentos do Banco Master. Rueda nega irregularidades, e as alegações relacionadas a ele também aparecem na proposta de colaboração rejeitada pelas autoridades.

Nikolas Ferreira, do PL de Minas Gerais, foi outro reeleito. O deputado apareceu em um áudio no qual pedia ajuda a Vorcaro em uma questão relacionada a um ativo de mineração de interesse de um ex-assessor. Nikolas confirmou o contato, mas negou qualquer ato ilícito ou repasse financeiro entre os dois.

Elmar Nascimento (União-BA) e Mario Frias (PL-SP) também renovaram os mandatos. Elmar foi mencionado em reportagens sobre conversas com Vorcaro. Já Frias aparece em registros relacionados ao apoio do empresário ao filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. O deputado nega irregularidades.

Com informações da CNN