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O governo da Argentina não pretende pedir desculpas pelas declarações do presidente Javier Milei contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que provocaram uma crise diplomática com o Brasil. A informação é da CNN.
Uma fonte da Casa Rosada informou à CNN, que não há, até o momento, previsão de retratação, apesar da reação do governo brasileiro, que chamou o embaixador Julio Bitelli para consultas e solicitou explicações ao representante argentino em Brasília, Daniel Raimondi.
Mesmo após a tensão diplomática, Milei e o chefe de gabinete, Diego Santilli, voltaram a criticar o Brasil em entrevistas. Santilli minimizou a crise e afirmou que a reação brasileira estaria sendo exagerada.
Em entrevista ao canal argentino La Nación+, o chefe de gabinete de Milei também acusou integrantes ligados ao PT de terem participado da campanha do ex-candidato peronista Sergio Massa contra Milei nas eleições argentinas.
O presidente argentino, por sua vez, voltou a fazer críticas a Lula em entrevista à Rádio Mitre. Milei afirmou que o governo brasileiro teria financiado uma “campanha anti-Argentina” e voltou a usar termos ofensivos ao se referir ao presidente brasileiro.
A crise entre os dois países começou após o discurso de Milei durante a convenção nacional do Partido Liberal, quando ele chamou Lula de “presidiário” e fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes.
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