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O governo de Donald Trump afirmou apoiar a realização de eleições livres e justas no Brasil e voltou a defender medidas adotadas contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e as facções criminosas PCC e Comando Vermelho (CV).
A posição consta em uma carta enviada por Katherine Bowles, secretária-assistente do Departamento de Estado americano, em resposta a questionamentos de 30 deputados democratas e do senador independente Bernie Sanders sobre uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras.
“Os Estados Unidos apoiam o direito do povo brasileiro a um processo eleitoral livre e justo”, escreveu Bowles. A representante também afirmou que o país mantém diálogo com governos e a sociedade civil sobre governança democrática, independência judicial e integridade eleitoral.
Sobre Moraes, o departamento justificou as sanções impostas em 2025, posteriormente retiradas em dezembro, alegando que o ministro cometeu “graves violações dos direitos humanos”. Segundo a carta, ele teria “abusado da sua posição ao autorizar prisões preventivas injustificadas e comprometer a liberdade de expressão”.
A pasta também acusou o magistrado de promover “uma iniciativa direcionada e politicamente motivada para silenciar críticos políticos”, por meio de ordens para que plataformas digitais removessem contas.
Em relação ao PCC e ao Comando Vermelho, o governo Trump defendeu a classificação dos grupos como organizações terroristas. Segundo o Departamento de Estado, a decisão “refletiu a avaliação do departamento de que ambas as organizações são altamente violentas, contam com milhares de membros, são responsáveis por ataques contra forças de segurança, autoridades e civis brasileiros e mantêm redes criminosas que se estendem até os Estados Unidos”.
A pasta afirmou que as medidas fazem parte do esforço americano para combater organizações criminosas na região. “As medidas do departamento reforçam o compromisso inabalável do governo Trump de desmantelar cartéis e organizações criminosas em nossa região e garantir a segurança do povo americano”, declarou.
O departamento também disse que pretende dialogar com o governo eleito no Brasil para promover segurança, comércio, investimentos e prosperidade entre os dois países.
Com informações de Gazeta do Povo


