No primeiro mês de 2021, o emprego com carteira assinada registrou abertura de 2.247 vagas no Rio Grande do Norte. O resultado é recorde para um mês de janeiro, considerando a série histórica iniciada em 2006. Os Serviços ficaram na liderança, com a abertura de +1.590 postos de trabalho, principalmente nos subsetores de serviços prestados às empresas e teleatendimento; e atividades ligadas ao turismo, como serviços de hospedagem e de alimentação. O conjunto da Indústria ficou em segundo lugar, com +1.089 vagas, conforma detalhamento na seção a seguir, e o comércio em terceiro, com +524 vagas. Em contrapartida, a Agropecuária cortou -956 empregos, o que se deve à baixa sazonal da atividade, decorrente da finalização da safra do melão e de atividades de apoio à agricultura, que devem estar a esta relacionadas.

No que diz respeito à Indústria, com base na mesma série histórica de meses de janeiro, acima referida, o saldo das + 1.086 vagas também é o maior, e próximo ao resultado do ano anterior, que foi de +1.026 vagas. Em ambos os casos, a geração de empregos foi liderada pela Construção, tendência que, aliás, foi praticamente um padrão durante o ano de 2020, em que pese o corte de -1.039 vagas efetuado em dezembro. Registre-se que, no ano de 2019, o setor também assumiu a liderança dos saldos positivos na indústria. Voltando a janeiro de 2021, tem-se que a Construção retomou as contratações interrompidas em dezembro e abriu +1.026 vagas, enquanto o restante do setor gerou apenas +60 do restante. Há que ponderar a ocorrência de fatores sazonais nesta disparidade, considerando que janeiro coincide com as dispensas do pessoal contratado para a moagem da cana de açúcar.

As vagas da Construção foram destinadas, principalmente, às Obras de edificações, aos Serviços especializados e às Obras de infraestrutura, reafirmando a continuidade do processo de recuperação do setor iniciado em 2019, da crise que perdurava desde de 2014. O segundo destaque positivo foi assinalado pela Confecção do vestuário, que abriu +196 postos de trabalho, com ênfase na manufatura de Acessórios do vestuário. Em 2020, Confecção do vestuário foi o segmento industrial que mais demitiu no Rio Grande do Norte. O terceiro destaque ficou a cargo da Fabricação de produtos de minerais não-metálicos, com saldo de +158 novos vínculos contratuais, principalmente na Fabricação de produtos cerâmicos. Não custa lembrar que as vagas do segmento de cerâmica foram puxadas pela construção.

Já o principal destaque negativo de janeiro correspondeu à Fabricação de Coque, de Produtos Derivados do Petróleo e de Biocombustíveis (-599), com destaque para a fabricação de álcool, como resultado do fim da moagem da cana de açúcar. A Fabricação de Produtos Alimentícios registrou o segundo pior saldo (-21 vagas), principalmente nos segmentos de produção de Balas e bombons e de Biscoitos/bolachas. Finalmente, a Manutenção, Reparação e Instalação de Máquinas e Equipamentos registrou um número modesto de cortes (-6), com destaque para a manutenção de Caldeiras, o que pode ser decorrente da diminuição da atividade de moagem da cana.