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O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou ao jornal argentino Clarín que a Argentina precisa “cessar imediatamente as agressões” para que as relações com o Brasil voltem à normalidade.
Segundo o chanceler, o governo brasileiro considera a relação com Buenos Aires “primordial”, mas o vínculo está sendo administrado atualmente por encarregados de negócios. Vieira atribuiu o afastamento a declarações do presidente Javier Milei contra autoridades, instituições e poderes brasileiros.
“A relação entre Argentina e Brasil é muito importante e deve-se parar imediatamente com esse tipo de agressões, para retomar o caminho da normalidade no vínculo binacional”, afirmou.
Vieira disse que o retorno do embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli, depende de um “gesto simples” do governo argentino: interromper os ataques. A mesma condição, segundo ele, vale para a recomposição da representação argentina no Brasil.
O chanceler também negou as acusações de que o governo Lula teria financiado uma campanha internacional contra a Argentina e classificou as alegações como “totalmente falsas”.
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