Créditos: Reprodução
O coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro à presidência, senador Rogerio Marinho, protocolou nesta quinta-feira (6) pedido ao ministro do STF André Mendonça com o objetivo de apurar possível vazamento de informações da Polícia Federal para o presidente Lula sobre transações financeiras do ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. A informação é da CNN Brasil
O pedido também solicita autorização para busca e apreensão contra Marcola, com o objetivo de preservar provas relacionadas ao caso. A petição tem sete páginas, tramita em sigilo e é assinada pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, coordenadora jurídica da campanha.
A apuração está relacionada a pagamentos feitos pela empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente. Ela atuava com o empresário Antonio Camilo, conhecido como Careca do INSS, e custeou despesas pessoais de Marcola.
Marcola permaneceu no cargo durante todo o governo atual e o deixou em 21 de julho deste ano. A versão oficial atribuiu a saída ao reforço da campanha de reeleição de Lula, mas fontes informaram à CNN que o motivo real foi a descoberta dos pagamentos.
Em nota, Marcola admitiu ter recebido R$ 249 mil de Roberta Luchsinger, mas afirmou que o valor já foi quitado e que não houve irregularidade na transação.
Na petição, Marinho solicita a apuração do vazamento, a requisição da lista de entrada e saída dos palácios do Planalto e da Alvorada nos últimos 30 dias, e informações sobre despachos entre o presidente e o diretor-geral da Polícia Federal entre janeiro e julho de 2026.
O pedido inclui ainda a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Marcola desde janeiro de 2023, para identificar origem e destinação dos valores recebidos, além de mandado de busca e apreensão para arrecadação de celulares, computadores e documentos bancários.
A advogada argumenta que o vazamento pode configurar violação de sigilo funcional e, se comprovado que buscava impedir a apuração dos fatos, embaraço a investigação de organização criminosa. A campanha de Lula negou irregularidades, e o ministro Sidônio Palmeira não se manifestou.


