Atentado contra Cabo Deyvison: Polícia indicia seis e aponta divisão de tarefas no crime

30 de Setembro 2026 - 09h47
Créditos: Cláudio Júnior/CMM

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte concluiu o inquérito sobre o atentado contra o vereador de Mossoró Cabo Deyvison (PL) e indiciou seis pessoas por envolvimento no crime. O ataque aconteceu em junho deste ano e terminou com a morte do assessor parlamentar Alyson Dyego de Oliveira Morais e deixou o vereador ferido.

As conclusões da investigação foram divulgadas nesta terça-feira (29). Segundo a Polícia Civil, o crime teria sido planejado e contou com a participação de pessoas com funções diferentes na preparação, execução e acompanhamento da ação.

O inquérito foi encaminhado à Justiça e está à disposição do Ministério Público. Apesar da conclusão dessa etapa, as investigações continuam.

Segundo a Polícia Civil, parte da organização e do acompanhamento da ação ocorreu por meio de um grupo de WhatsApp chamado “Missão”.

Dos seis indiciados, três são apontados como participantes da execução do atentado, dois teriam atuado na coordenação e um teria participado de forma consciente do crime.

A investigação também identificou a existência de um possível sétimo integrante, conhecido pelo apelido de “União”. A polícia aponta que ele faria parte do núcleo de coordenação, mas ainda não conseguiu confirmar sua identidade.

As diligências continuam para tentar localizar esse suspeito e verificar se outras pessoas tiveram participação no crime.

Crimes investigados

Os envolvidos foram indiciados de acordo com a participação atribuída a cada um. Entre os crimes apontados estão homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificado, participação em organização criminosa armada, crimes relacionados a armas de fogo, adulteração de sinal identificador de veículo, sequestro e fraude processual.

A investigação também considera que o vereador era o alvo do ataque. Segundo a Polícia Civil, uma das linhas estabelecidas no inquérito relaciona o atentado à atuação pública de Cabo Deyvison contra organizações criminosas e seus integrantes.

O caso agora segue para análise do Ministério Público e da Justiça.

O atentado ocorreu na noite de 15 de junho, em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel, na Zona Leste de Mossoró.

Cabo Deyvison realizava uma transmissão ao vivo pelas redes sociais quando foi surpreendido pelos disparos. O assessor Alyson Dyego, que trabalhava como cinegrafista e acompanhava o parlamentar, também foi atingido e morreu.

Com informações de Portal da Tropical