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Créditos: BRENO ESAKI/METRÓPOLES
Alexandre de Moraes vive seu pior momento no Supremo Tribunal Federal – um inverno de proporções impensáveis há apenas alguns meses. O anúncio e o rápido cancelamento de um pronunciamento nesta quinta-feira, (10), expuseram a hesitação do ministro diante das graves suspeitas envolvendo sua relação com Daniel Vorcaro. Com informações do Metrópoles.
Mas Moraes já tomou uma decisão, segundo um aliado próximo: não renunciará, mesmo que seja aberta uma investigação contra ele. Também deixou claro que não cairá sozinho.
Moraes sabe que não foi o único integrante do Supremo a manter relações com Vorcaro. Embora seu caso seja considerado o mais grave revelado até agora — pelo contrato milionário do escritório de sua mulher e pelas dezenas de mensagens ainda não explicadas —, há outros ministros envolvidos, como Dias Toffoli.
Ex-integrante do Ministério Público, Moraes é forjado no embate e está habituado ao confronto. Foi assim durante o processo que levou à condenação de Jair Bolsonaro e dos envolvidos na tentativa de golpe, quando se tornou o principal protagonista na corte. Será assim, segundo seus aliados, diante das delicadas acusações que agora pesam contra ele.
Uma eventual investigação seria apenas a primeira etapa. O afastamento definitivo dependerá de um processo de impeachment no Senado. Davi Alcolumbre não pretende abrir esse julgamento nesta legislatura, segundo apurou a coluna. Quer esperar o resultado das eleições e a nova composição da Casa antes de avaliar as consequências políticas de um eventual primeiro impeachment de um ministro do STF.
A sessão extraordinária de 15 de setembro no STF será o primeiro grande teste. Estarão no mesmo plenário Moraes, André Mendonça e outros ministros alcançados, em diferentes graus, pelo caso Vorcaro.
Moraes hesita, mas não recua. A decisão de resistir já foi tomada, mesmo recluso e falando com poucas pessoas. Se a crise ameaçar derrubá-lo, ele pretende mostrar que o problema corte não termina nele.


