“Abriu mão de escolta por pena dele”, diz colega de juíza morta pelo ex-marido

27 de Dezembro 2020 - 07h35
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A juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, assassinada a facadas pelo ex-marido, o engenheiro Paulo José Arronenzi, na véspera de Natal, abriu mão da escolta oferecida pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro por “pena” dele, relatou uma colega da magistrada.

 

Viviane pediu o esquema de proteção em 14 de setembro, que foi cancelado após dois meses. Segundo informações do jornal O Globo, Viviane se sentia incomodada com a presença permanente de seguranças e queria preservar a imagem do ex-marido, com quem foi casada por 11 anos e teve três filhas. Uma das três crianças havia dito que o pai “não era bandido”, o que influenciou a mãe a dispensar a segurança.

“Ficou evidente que ela tentava preservar a figura do ex-marido como pai. Tentou se proteger e, ao mesmo tempo, protegê-lo. Acabou abrindo mão da escolta por pena dele”, disse a colega da vítima, que pediu anonimato, em entrevista ao jornal.

A magistrada foi morta pelo ex-companheiro, nessa quinta-feira (24/12), na Avenida Rachel de Queiroz, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. O crime ocorreu quando Arronenzi foi deixar as meninas no condomínio onde Viviane morava.

Ele cometeu o assassinato na frente das filhas do ex-casal, gêmeas de 7 anos e uma de 9. Viviane morreu no local e o suspeito foi preso em flagrante para, em seguida, ser levado à Divisão de Homicídios (DH).

Nessa sexta-feira, a Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante do engenheiro. Arronenzi já está na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, zona norte do Rio, entrada dos presos no sistema penitenciário. Depois de uma triagem, o réu será encaminhado a um presídio do estado, onde ficará à disposição da Justiça, aguardando julgamento.

Fonte: Metrópoles