Os riscos do uso indiscriminado de Mounjaro por adolescentes

07 de Junho 2026 - 17h52
Créditos: Matthew Horwood/Colaborador Getty Images

A comercialização de remédios usados para perda de peso, como Mounjaro, cresceu 78,3% nas farmácias do Brasil entre 2021 e 2025, segundo levantamento recente. De acordo com a consultoria PwC, esse mercado deve movimentar US$ 9 bilhões no Brasil até 2030. No entanto, apesar do boom e dos benefícios, o uso de canetas emagrecedoras deve ser feito com cautela, sobretudo por adolescentes.

“O tratamento em jovens deve ser altamente monitorado. Embora esses medicamentos possam ser eficazes, seu uso em adolescentes ainda carece de pesquisas robustas sobre segurança e efeitos a longo prazo”, explica a nutricionista do Metrópoles, Juliana Andrade.

Segundo ela, problemas como alterações hormonais, efeitos gastrointestinais, mudanças de humor e impacto no crescimento precisam ser cuidadosamente avaliados.

“Além disso, é importante relembrar que a perda de peso, ainda mais nessa fase da vida, não deve depender apenas de medicamentos. Mudanças comportamentais, alimentação equilibrada, prática de atividades físicas e acompanhamento psicológico continuam sendo pilares fundamentais do tratamento”, emenda.

Canetas não são “proibidas”, mas demandam cautela

Em suma, essas medicações podem ser aliadas, mas não substituem hábitos saudáveis nem o acompanhamento profissional. “O consenso é que qualquer decisão deve envolver endocrinologistas, nutricionistas e psicólogos, garantindo segurança e resultados sustentáveis a longo prazo”, finaliza a expert.

Com informações do Metrópoles.