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O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste domingo, 2, uma semana depois de declarações do argentino provocarem uma crise diplomática entre os dois países. Em entrevista ao canal LN+, Milei chamou Lula de “ladrão”, “corrupto” e “presidiário”.
“É um ladrão, é um corrupto, foi condenado por ser ladrão e corrupto, ficou preso, por isso também é verdade o que disse sobre ser presidiário”, afirmou. Milei alegou ainda que Lula teria sido libertado por uma “falha administrativa do processo” e não por ser inocente.
Ao ser questionado sobre as declarações feitas anteriormente contra Lula, Milei voltou a sustentar as acusações. “A pergunta é: eu menti?”, disse.
Os primeiros ataques ocorreram durante a oficialização da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência do Brasil, em evento realizado em São Paulo. O senador enfrentará Lula nas eleições de outubro.
As falas levaram o governo brasileiro a chamar para consultas o embaixador do País em Buenos Aires. O Itamaraty também convocou o representante argentino em Brasília para manifestar “repúdio” e cobrar explicações pelas declarações contra Lula e o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Durante a semana, o governo argentino tentou reduzir a tensão. O ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno, afirmou que não havia possibilidade de rompimento das relações com o Brasil, principal parceiro comercial da Argentina.
Neste domingo, porém, Milei retomou os ataques e acusou Lula, sem apresentar provas, de promover “interferência política” na Argentina e em outros países da região.
O argentino também reclamou das reações às suas declarações e afirmou que críticas feitas a ele pelo presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e pelo primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, não provocaram repúdio semelhante.
“Quando me insultam, está tudo bem. Agora, se eu respondo, está errado. O pior é que eles acusam com mentiras, e eu respondo com verdades”, declarou.
Com informações de Estadão
