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Proteína naturalmente presente no trigo, cevada e centeio, o glúten não oferece problema de saúde para a grande maioria das pessoas e, inclusive, pode integrar uma alimentação equilibrada. Entretanto, alguns indivíduos apresentam condições relacionadas ao consumo do nutriente, como a sensibilidade ao glúten não celíaca (NCGWS, sigla em inglês).
De acordo com a coloproctologista Aline Amaro, de Brasília (DF), a sensibilidade ao glúten não celíaca é um quadro em que o paciente desenvolve sintomas após o consumo da proteína, mas sem apresentar alterações características da doença celíaca. “A necessidade de restrição deve ser individualizada e baseada em avaliação médica adequada”, explica.
A médica esclarece que os sinais de sensibilidade ao glúten não celíaca podem ser bastante variados e por vezes se confundem com outras doenças gastrointestinais, como a síndrome do intestino irritável (SII).
A seguir, a especialista aponta os sintomas mais comuns da condição:
Distensão abdominal;
Excesso de gases;
Dor abdominal;
Sensação de barriga inchada;
Diarreia;
Constipação;
Alternância entre diarreia e constipação.
Aline ressalta que a maioria dos pacientes com o quadro percebem os indícios de sensibilidade aparecem ou pioram após a ingestão de alimentos contendo trigo, cevada ou centeio, e melhoram quando essas opções são retiradas da dieta.
Conforme a médica, a condição também tende a gerar manifestações fora do intestino, a exemplo de “fadiga, dores de cabeça, dificuldade de concentração, sensação de ‘névoa mental’, dores articulares e mal-estar geral”. A coloproctologista endossa que esses sintomas “não confirmam, isoladamente, que o indivíduo esteja com sensibilidade ao glúten”.
“Diversas doenças podem provocar manifestações semelhantes. Por isso, antes de excluir o glúten por conta própria, é fundamental procurar avaliação médica para investigar adequadamente e descartar condições como doença celíaca, alergia ao trigo ou outras doenças intestinais”, defende a especialista.
Pesquisa sobre sensibilidade ao glúten
Divulgada na revista científica Gut, uma metanálise mostrou que uma em cada 10 pessoas sem doença celíaca ou alergia ao trigo tem sensibilidade ao glúten. A técnica estatística avaliou 25 estudos publicados entre 2014 e 2024. Ao todo, o levantamento verificou os dados de quase 50 mil indivíduos de 16 países.
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