Entenda a operação da PF que teve o cantor Alexandre Pires como alvo

24 de Setembro 2026 - 09h17
Créditos: Reprodução Instagram
Um dos pagodeiros mais famosos do Brasil foi alvo de uma operação da Polícia Federal. A suspeita é de que Alexandre Pires fez uma exploração ilegal de minério em território indígena. As informações são do R7.
 
Alexandre Pires, o ex-empresário do cantor, Matheus Possebon, e o advogado Diego Possebon, irmão de Matheus, estão entre os alvos de 12 mandados de busca e apreensão e 17 ordens de bloqueio de bens. Diego é apontado como o líder de um esquema que teria movimentado US$ 48 milhões, cerca de R$ 250 milhões. Esse dinheiro vinha da exploração irregular de cassiterita em território Yanomami, em Roraima. O minério era a principal matéria-prima na fabricação de estanho, metal usado em automóveis, na produção de latas de alimentos e em componentes para celular. Na operação desta quarta-feira (23), ninguém foi preso. 
 
De acordo com a Polícia Federal, o grupo usava documentação de uma área de extração regular para camuflar a origem ilegal do minério. Pessoas e empresas eram usadas para pulverizar e dificultar o rastreamento do dinheiro. A primeira fase da operação foi em dezembro de 2023 e na época, o cantor Alexandre Pires também já havia sido alvo. Os investigados podem responder por lavagem de dinheiro, organização criminosa, falsidade ideológica e operação irregular de instituição financeira. 
 
Em nota, a defesa de Alexandre Pires informou que o cantor não tem e nunca teve envolvimento com garimpo ou extração de minério, muito menos em área indígena, e que ele foi tomado de surpresa diante dos novos desdobramentos da operação da Polícia Federal que indevidamente envolveu o seu nome.