Créditos: Alex Régis
O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do RN (Sintro-RN) confirmou, na tarde desta segunda-feira (8), que está mantida a publicação do edital de greve dos trabalhadores do transporte intermunicipal para esta terça-feira (9). Com isso, em cumprimento ao prazo legal, o movimento paredista teria início nas primeiras horas de quinta-feira (11).
O vice-presidente do Sintro, Arnaldo Dias, afirmou á Tribuna do Norte que parte das empresas do setor se posicionou informado que atenderá a reinvindicação da categoria, fazendo com que a prestação do serviço não seja afetada nas respectivas áreas de atuação.
As empresas em questão atendem parte das linhas do transporte metropolitano, segundo o vice-presidente do Sintro. "São as empresas Cidade das Dunas, Via Sul, Santa Maria e Guanabara", disse Arnaldo Dias. "Então, as linhas operadas por essas empresas em Nova Parnamirim, Eucalipto [em Panamirim], em Extremoz, em Ceará-Mirim e em parte de São Gonçalo irão rodar normalmente, devido à garantia do pagamento dos direitos", complementou.
Nesse cenário, com a previsão de greve, a paralisação atingiria, na região metropolitana de Natal, os municípios de Parnamirim, Macaíba, parte de São Gonçalo, São José de Mipibu e Nísia Floresta, de acordo com o Sintro. Além disso, os demais municípios do estado atendidos pelas linhas rodoviárias seriam afetados pela greve.
Os rodoviários do setor intermunicipal aprovaram o indicativo de greve no último sábado (6). A decisão, segundo a categoria, foi motivada diante do não pagamento do reajuste do vale-alimentação, acordado na negociação para o biênio 2025/2026, além da recusa do sindicato patronal em assinar a Convenção Coletiva de Trabalho negociada com os trabalhadores.
Em entrevista à Tribuna do Norte, o presidente da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste (Fetronor), Eudo Laranjeiras, afirmou que o pagamento do reajuste do vale alimentação, que passou de R$ 500 para R$ 550 a partir de maio, já está sendo cumprido pelas empresas. Embora algumas ainda não tenham pago o benefício, a expectativa é que cumpram o acordado até esta terça, segundo ele.
Ele esclareceu, ainda, que a assinatura do acordo coletivo não foi efetuada em razão da “insuficiência de recursos para honrar com o que se tinha acertado". Segundo o presidente da Fetronor, caso fosse necessário realizar o reajuste dos rodoviários sem apoio financeiro do poder público, as empresas teriam que efetuar demissões para controlar a folha de pessoal.


