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O árbitro Omar Artan, da Somália, teve sua entrada nos Estados Unidos negada pelo governo Trump. Ele seria o primeiro somali a apitar jogos de Copa do Mundo. Aos 34 anos, Artan estava entre os 52 árbitros selecionados para trabalhar na edição deste ano do torneio, organizada em conjunto por Canadá, México e Estados Unidos.
O veto à entrada do árbitro foi confirmada por Ciise Aden Abshir, assessor do Ministério da Juventude e Esportes somali. Ainda não se sabe os motivos dessa expulsão, já que Artan possuía visto válido, segundo o assessor, que é ex-capitão da seleção da Somália.
O governo americano não havia se pronunciado sobre o caso até a publicação desta matéria. A Somália é um dos países cujos cidadãos estão sujeitos a uma proibição de viagem aos Estados Unidos, imposta pela administração de Donald Trump.
No quadro da Fifa desde 2018, Artan atua na liga da Somália e foi eleito Árbitro do Ano pela Confederação Africana de Futebol (CAF) no ano passado.
Folha de São Paulo


