[VÍDEO] Rogério Marinho responde a presidente: "Lula, ou você é burro, ou é mal-intensionado"

03 de Setembro 2026 - 15h00
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O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, fez duras críticas ao presidente Lula nesta semana em relação à PEC do fim da escala 6x1, que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas sem redução salarial. A proposta, uma das principais vitrines da campanha de reeleição do petista, avançou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta quarta-feira (2) e agora segue para votação em dois turnos no plenário.

Em discurso incisivo, Marinho classificou a iniciativa como uma tentativa de enganar a população às vésperas das eleições. "Lula, ou você é burro ou mal-intencionado. Como você engana a população há mais de 40 anos, sei que burro não é. Então, posso afirmar com toda a certeza que é mal-intencionado. Você está aplicando o golpe da picanha 2, tentando fazer o povo acreditar que é possível reduzir a jornada sem redução de remuneração e que isso não terá consequências para todos", afirmou o senador, em referência à antiga polêmica em torno das declarações de Lula sobre o consumo de picanha pelos trabalhadores.

Para o parlamentar, o discurso governista de que a medida não trará impactos econômicos é insustentável e vai recair, paradoxalmente, sobre a própria classe trabalhadora que a proposta pretende beneficiar. "O custo da sua irresponsabilidade será pago pelo trabalhador, que vai encontrar preços mais altos, empresas fechando, desemprego e um empurrão para a informalidade. Você é um ladrão da esperança", declarou.

Marinho também questionou as motivações políticas por trás da proposta, associando-a a uma estratégia eleitoral em ano de disputa presidencial. "Tem um projeto de poder e não um projeto de país. Eu sei que você já disse que faria o diabo para ganhar as eleições, o problema é que quem vai comer o pão que esse diabo amassou é o trabalhador", concluiu.

A PEC do fim da 6x1 estabelece jornada máxima de 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução de salários ou pisos, mantendo o mesmo regramento tanto para contratos vigentes quanto futuros. A proposta foi aprovada na Câmara dos Deputados em maio, após acordo entre Lula e o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e ficou meses parada no Senado até ser destravada por acordo entre Lula e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). Agora, o texto precisa do apoio de ao menos 49 senadores em dois turnos de votação no plenário para ser promulgado.

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