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O Clube Atlético Juventus, tradicional equipe da Mooca, em São Paulo, tornou-se alvo de uma investigação da Polícia Civil que apura possíveis irregularidades financeiras envolvendo dirigentes do clube. Segundo reportagem do ge, o caso reúne denúncias de supostos desvios de dinheiro, contratos questionados, ameaças e conflitos pessoais entre pessoas ligadas à administração da agremiação.
Entre os principais investigados estão o presidente do Juventus, Tadeu Deradeli, e Carlos Eduardo Gomes Pedroso, presidente do Conselho Deliberativo e também escrivão da Polícia Civil. A apuração teria começado após o advogado Guilherme Rodrigues apresentar às autoridades documentos, planilhas e comprovantes bancários relacionados a negociações financeiras realizadas pelo clube.
Um dos casos envolve uma possível venda da SAF por R$ 20 milhões. Segundo a denúncia, R$ 2 milhões seriam destinados a honorários advocatícios e posteriormente divididos entre diferentes envolvidos. Outro negócio investigado é o contrato para utilização de uma área do clube pela escola Maple Bear, que teria realizado um pagamento antecipado de R$ 500 mil. A investigação também analisa o arrendamento do estacionamento do Juventus, firmado sem licitação.
O caso ganhou novos contornos depois que Guilherme Rodrigues rompeu a sociedade profissional e o casamento com a advogada Luma Zaffarani. Ele afirma ter descoberto um relacionamento entre a ex-companheira e Carlos Eduardo. Após o fim da relação, surgiram acusações de agressões, medidas protetivas e uma disputa envolvendo os negócios que, segundo a denúncia, eram realizados em parceria com dirigentes do clube.
Também há relatos de supostas ameaças e tentativa de suborno. Um conselheiro afirma ter recebido um PIX de R$ 17 mil da empresa responsável pelo estacionamento e, posteriormente, mensagens de Carlos Eduardo. Segundo a reportagem, conselheiros ainda acusam o dirigente de utilizar sua posição na Polícia Civil para intimidar opositores. Os envolvidos negam as acusações ou afirmam que os fatos estão sendo tratados sob sigilo. O Juventus, por sua vez, declarou que não comenta processos sigilosos e que questões pessoais de dirigentes não devem ser confundidas com a administração institucional do clube.


