“Tinha mais um ano de vida”, diz Alex Escobar sobre alerta de médico

14 de Setembro 2026 - 10h53
Créditos: Reprodução TV Globo

Alex Escobar revelou que ouviu do neurologista Felipe Schmidt que poderia ter apenas mais um ano de vida caso um tumor no timo não tivesse sido descoberto.

Em entrevista dada ao Fantástico nesse domingo (13) o jornalista recebeu o diagnóstico de miastenia gravis depois de enfrentar dificuldades para falar durante uma transmissão ao vivo na cobertura da Copa do Mundo, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

Segundo Escobar, a avaliação médica apontou que o tumor poderia ter consequências graves caso permanecesse sem identificação. Ao relembrar a conversa com o neurologista, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a Uerj, ele contou o que ouviu do especialista:

“O doutor Felipe, neurologista, falou: ‘Você tinha, acho, mais um ano de vida. Poderia morrer de infarto sem saber que tinha um tumor’”, contou em entrevista ao Show da Vida.

Como tudo começou
A descoberta aconteceu durante a investigação que começou após o jornalista apresentar alterações na fala. Na época, ele já vinha percebendo que havia algo diferente enquanto se alimentava. Cerca de dois meses antes da viagem para a Copa, Escobar passou a notar que conseguia começar uma refeição normalmente, mas, depois de algum tempo, encontrava dificuldade para abrir a boca e continuar mastigando.

O problema voltou a aparecer durante o café da manhã no dia em que participaria ao vivo do SportTV News. Escobar entrou na transmissão mesmo com a dificuldade e percebeu, diante das câmeras, que algumas palavras não saíam como deveriam.

“Minha língua estava dura, que é um sintoma da doença, da miastenia”, relatou.

Suspeita de esclerose múltipla
Depois da transmissão, o jornalista foi levado a um hospital e ficou internado por dois dias. Os exames realizados nos Estados Unidos descartaram a possibilidade de um acidente vascular cerebral, o AVC. Naquele momento, os médicos chegaram a levantar a hipótese de esclerose múltipla.

De volta à investigação médica, Escobar encaminhou os resultados ao clínico Emanuel, no Brasil. A suspeita de esclerose múltipla foi descartada, mas os exames mostraram uma massa no mediastino, área situada no centro do tórax.

Ainda sem uma resposta definitiva sobre o que estava acontecendo, o jornalista retornou sozinho ao Brasil. A viagem, segundo ele, foi particularmente difícil porque não havia recebido um diagnóstico conclusivo.

“Eu peguei um avião sozinho, voltando para casa e no escuro. Eu não tinha a menor ideia do que eu tinha. Podia ser tudo”, contou.

Retorno à televisão
Enquanto segue o tratamento e ajusta os medicamentos, Escobar pretende voltar gradualmente à rotina profissional. A primeira etapa deve ser a gravação de textos em off, sem a necessidade de aparecer diante das câmeras. Depois, a ideia é realizar programas-piloto para observar como o organismo responde novamente ao trabalho.

O jornalista ainda não está livre de todos os sintomas. Segundo ele, o tratamento medicamentoso continua sendo ajustado e uma eventual dificuldade para falar ainda pode acontecer durante uma transmissão.

Escobar também pediu compreensão caso apresente alguma limitação ao vivo durante esse período de adaptação. Ele explicou que, se a fala voltar a sofrer alguma alteração, pretende aguardar alguns segundos até que consiga se recuperar.

“Eu só vou precisar de 30 segundinhos para que tudo volte ao normal. Então, não se assustem”, disse.

Com informações de Metrópoles

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