Créditos: Gustavo Moreno/STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) restringiu o acesso de jornalistas ao plenário da Corte na sessão desta terça-feira (15/9), quando os ministros vão analisar os próximos passos de apuração envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e mensagens trocadas com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Em nota divulgada nesta segunda-feira (14), a equipe de assessoria do ministro Flávio Dino afirmou que o magistrado não foi consultado sobre a medida e que, se tivesse sido, seria favorável à presença dos profissionais de imprensa no local.
Dino afirmou que considera não haver justificativa para impedir a entrada dos jornalistas, enquanto outras centenas de pessoas poderão acompanhar a sessão presencialmente.
Segundo Dino, a presença da imprensa deveria ser permitida diante do número de pessoas autorizadas a entrar na sessão. “Se estarão presentes centenas de pessoas, algumas inclusive ‘convidadas’, o ministro entende que não há razão para excluir os jornalistas”, acrescentou.
A presidência do STF informou que a entrada de jornalistas no plenário está proibida durante a sessão. Os profissionais que fazem a cobertura diária da Corte poderão acompanhar o julgamento a partir do comitê de imprensa, no segundo andar do prédio principal.
Os demais jornalistas credenciados deverão permanecer na área externa, na marquise do STF, onde será montada estrutura com telões, cadeiras e mesas para acompanhamento da sessão.
De acordo com o tribunal, a restrição ocorre “em razão da capacidade limitada do espaço”. O STF informou ainda que a definição das regras levou em consideração “sugestões e recomendações dos ministros e da ministra”.
O tribunal havia aberto credenciamento específico para a cobertura da sessão. Mesmo assim, o acesso ao plenário ficará restrito às pessoas previamente autorizadas pelo cerimonial.
Celulares lacrados
Além da restrição à imprensa, o STF estabeleceu regras específicas de segurança para as pessoas autorizadas a acompanhar a sessão dentro do plenário. Os celulares deverão ser entregues na entrada e permanecer desligados e lacrados durante todo o julgamento.
Com informações de Metrópoles

