Créditos: Reprodução / Unesco
Pinturas rupestres com mais de 2 mil anos, encontradas no sul da China, podem ter sido produzidas com uma mistura que incluía sangue humano e animal, segundo um estudo publicado no Journal of Archaeological Science.
Pesquisadores analisaram pinturas de Huashan e identificaram proteínas associadas ao sangue em uma camada usada para fixar o pigmento à parede de calcário. O vermelho, porém, vinha principalmente de argila rica em hematita.
A hipótese é que sangue, cal e fosfato de cálcio formassem uma espécie de aglutinante, ajudando a fixar o pigmento e contribuindo para a preservação das imagens por séculos.
As pinturas, atribuídas aos Luoyue, retratam principalmente pessoas, animais e objetos. Os pesquisadores encontraram sinais compatíveis com sangue humano e animal, mas não conseguiram extrair DNA suficiente para determinar sua origem. A hipótese de sangue relacionado ao parto e a rituais de fertilidade também foi levantada, mas não pôde ser comprovada.
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