Créditos: Beto Barata/ PL Nacional
O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da Oposição no Senado, criticou nesta segunda-feira (13) a decisão do ministro Alexandre de Moraes que suspendeu, por 90 dias, as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar classifica a medida como autoritária. “É mais uma medida arbitrária e absolutamente desproporcional”, declarou em vídeo publicado nas redes sociais.
A decisão judicial foi tomada após Flávio Bolsonaro divulgar uma carta escrita por Bolsonaro durante visita autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Moraes entendeu que a publicação caracterizou descumprimento das restrições impostas ao ex-presidente quanto ao uso indireto das redes sociais e determinou a suspensão das visitas pelo prazo de 90 dias. Rogério Marinho afirma que a mensagem divulgada não continha pedido de votos, palavras de ordem ou incentivo a qualquer tipo de desordem, mas defendia união, compromisso e responsabilidade diante do país. Segundo o senador, a punição imposta a Flávio evidencia falta de critérios e desproporcionalidade.
Na avaliação do líder da oposição, a decisão reforça “a percepção de perseguição política e de tratamento desigual”. Rogério Marinho afirmou, em nota, que parte do STF “abandona a necessária posição de árbitro institucional para atuar como adversário político de Bolsonaro, de Flávio Bolsonaro e do campo da oposição”. O senador sustenta que o contraste com o tratamento dispensado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2018 é evidente, ao lembrar que, durante o período em que esteve preso, Lula recebeu “centenas de visitas”, manteve interlocução política com aliados, divulgou cartas, concedeu entrevistas e participou do debate público sem sofrer restrições equivalentes.
Para Rogério Marinho, há um padrão de comportamento que desequilibra o jogo democrático. Não reivindicamos privilégios, mas igualdade perante a lei. Punir um filho e impedir o contato familiar porque ele tornou pública uma mensagem do pai representa uma grave tentativa de silenciamento", afirma Rogério Marinho em nota. O senador também sustenta que "calar Bolsonaro é tentar calar a expressiva parcela da população brasileira que ele representa" e destaca que milhões de brasileiros continuarão a se manifestar para que o país retome "a necessária e perdida normalidade democrática".


