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O Rio Grande do Norte registrou 19 tremores de terra em diferentes municípios durante o mês de maio, segundo dados do Laboratório de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Os eventos tiveram baixa magnitude e, em sua maioria, não foram percebidos pela população.
Entre os registros mais recentes estão abalos de magnitude 1,7 em Currais Novos, no dia 1º de maio, e de 1,9 em Jardim de Piranhas e Lajes, nos dias 24 e 29, respectivamente.
De acordo com o coordenador do laboratório, Aderson Nascimento, os tremores fazem parte da atividade sísmica natural do Nordeste e não representam uma novidade. Segundo ele, a sensação de aumento nos registros está relacionada ao avanço do monitoramento realizado nos últimos anos.
O maior tremor já registrado no estado ocorreu em 1986, em João Câmara, quando um abalo de magnitude 5 causou danos a imóveis e deixou milhares de pessoas desabrigadas.
Os especialistas explicam que os tremores estão ligados a fragilidades geológicas existentes no interior da placa tectônica sul-americana. Embora pesquisadores acompanhem possíveis influências de atividades como a mineração, não há evidências de relação com os eventos recentes.
A UFRN mantém uma rede de monitoramento que acompanha continuamente a atividade sísmica no Rio Grande do Norte e em outros estados do Nordeste.
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