Créditos: Divulgação Polícia Civil
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte participa, nesta quinta-feira (2), de uma megaoperação interestadual que combate um esquema de receptação e comercialização de celulares roubados e furtados. A ação, batizada de Operação Rastreio, é coordenada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e acontece simultaneamente em outros nove estados.
Além do RN, participam da operação equipes das polícias civis de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Alagoas, Paraíba, Bahia, Ceará e Pernambuco.
As investigações apontam que a organização criminosa utilizava serviços postais para enviar aparelhos roubados no Rio de Janeiro a receptadores espalhados pelo país, abastecendo o mercado ilegal de eletrônicos.
O esquema foi descoberto após uma ação conjunta entre a Polícia Civil do Rio de Janeiro e a Receita Federal, que interceptou 30 encomendas contendo 65 celulares usados. A análise dos aparelhos revelou que a maioria possuía registro de roubo ou furto, além de restrições junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Com a identificação dos destinatários das encomendas, os investigadores conseguiram mapear a atuação do grupo criminoso, que distribuía os aparelhos para diferentes estados na tentativa de dificultar a fiscalização e ampliar os lucros com a venda dos produtos.
Durante a operação desta quinta-feira, estão sendo cumpridos 41 mandados de busca e apreensão. Os policiais também realizam uma varredura nos endereços dos investigados para localizar celulares de origem ilícita.
Todo o material encontrado será submetido à verificação do número de identificação (IMEI), permitindo identificar aparelhos roubados, furtados ou com restrições de uso.
Segundo a Polícia Civil, a operação busca desarticular toda a cadeia criminosa envolvida no esquema, desde os responsáveis pelo envio dos aparelhos até os receptadores e comerciantes que revendiam os produtos.
De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, a Operação Rastreio já recuperou mais de 13,3 mil celulares desde o início das ações. Desse total, cerca de 6 mil aparelhos foram devolvidos aos proprietários, enquanto mais de 900 pessoas foram presas por crimes relacionados a roubo, furto e receptação de celulares.


