Créditos: Jefferson Rudy/Agência Senado
O PT (Partido dos Trabalhadores) tornou-se, na visão do ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega (1988-1990), um dos fatores que ajudam a explicar por que o Brasil ainda não conseguiu se tornar um país rico.
Para ele, a legenda permanece presa a concepções econômicas superadas e resiste às reformas que poderiam elevar a produtividade e sustentar um ciclo de crescimento mais robusto. Pior: tende a rever reformas de outros governos.
“O Brasil precisa de um partido de esquerda moderno, competitivo para se contrapor à direita e equilibrar o jogo político. O PT não é esse partido. O PT tem ideias equivocadas, precisa mudar para o bem dele e do país”, afirmou em entrevista ao Poder360.
Maílson, 83, lançou nesta semana seu 7º livro, O Brasil ainda pode ser um país rico?, da Matrix Editora. Na obra, elenca 9 razões que impedem o país de avançar. Entre elas, a má qualidade da educação, a rigidez orçamentária imposta pela Constituição de 1988, o excesso de vinculações de receitas, o peso das estatais e o que chama de “insustentabilidade fiscal crônica”.
Embora aponte a educação como o principal entrave estrutural ao desenvolvimento, o ex-ministro afirma que o ambiente político –e, em especial, a orientação econômica do PT– dificulta a adoção de reformas capazes de destravar ganhos de produtividade.
Maílson também faz um alerta: na sua avaliação, o país caminha para uma crise fiscal de grandes proporções nos próximos anos. A eventual explosão desse quadro poderia abrir espaço para mudanças institucionais, como ocorreu em momentos críticos do passado. Ele pondera, contudo, que esse movimento seria dificultado em uma eventual reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já que o PT resistiria às reformas que considera indispensáveis.
Sócio da Tendências Consultoria, ele diz que uma das principais teses do grupo é que, mesmo que o PT ganhe as eleições em 2026, não será competitivo em 2030.
Com informações de Poder 360


