Pró-Transporte se arrasta há quase 20 anos e o Governo Fátima ainda não concluiu nem a 2ª fase

01 de Setembro 2026 - 14h19
Créditos: Júnior Santos/Tribuna do Norte

O que deveria ser uma solução para a mobilidade da Zona Norte de Natal virou símbolo da lentidão e da incompetência do Governo do Estado. O Pró-Transporte, iniciado em 2007, caminha para a terceira fase sem que a segunda etapa sequer tenha sido totalmente concluída. A nova previsão é que a obra só termine em 2028.

O mais curioso é que o Governo Fátima Bezerra (PT) não conseguiu concluir sequer as obras complementares da segunda fase. Ainda faltam travessias elevadas para pedestres, calçadas e uma obra de drenagem na Avenida Tocantínea. A drenagem, inclusive, foi iniciada antes da atual gestão, ainda na primeira fase do programa.

Enquanto isso, a população da Zona Norte continua esperando. Na Avenida das Fronteiras, que será contemplada na terceira etapa, a situação é de abandono com asfalto cedido, buracos, poças de lama, lixo e mau cheiro. O cenário prejudica o trânsito e a vida de quem trabalha e mora na região.

A terceira fase, orçada em R$ 29,6 milhões, terá licitação prevista para dezembro. O edital foi publicado no Diário Oficial do Estado. A previsão é que a execução das obras leve 18 meses, contados a partir da emissão da Ordem de Serviço pela Administração. Já o contrato com a empresa vai contemplar o período de 24 meses, contados a partir da data de sua assinatura.

A obra contempla serviços de infraestrutura viária no trecho compreendido entre o viaduto das Fronteiras e o entroncamento com a BR-101 Sul, na zona Norte de Natal. De acordo com o titular da Secretaria de Infraestrutura do Estado (SIN), Gustavo Coelho, a expectativa é que o contrato seja firmado ainda neste ano.

O secretário disse ainda que não tem como prever em que mês de 2028 a obra estará “efetivamente concluída”, mas afirmou esperar que a “obra possa ser contratada ainda no ano de 2026”. “Assim, a previsão ficaria para metade do ano de 2028, mas isso é mais um desejo, pois entendemos as dificuldades de uma obra e de uma licitação como essa”, completou.

Com informações da Tribuna do Norte