Créditos: Reprodução
O líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, sinalizou que aceitaria conceder uma entrevista dentro da Penitenciária Federal de Brasília.
O recado veio após a administração do presídio consultar Marcola sobre um pedido para a realização da conversa feito por um jornalista. A entrevista poderia acontecer presencialmente ou por videoconferência.
Em documento obtido pela coluna, a direção da unidade informou que, embora Marcola concordasse com a entrevista, o presídio se posicionou contra a realização da conversa, por considerar que haveria riscos à segurança e à ordem pública.
Segundo o documento, Marcola “foi consultado e anuiu à realização da entrevista”, mas a direção do presídio apontou “grave risco à ordem pública e à segurança institucional”.
A administração penitenciária argumentou que o perfil de Marcola, apontado como liderança do PCC, poderia comprometer a segurança da unidade.
Marcola está custodiado em Brasília desde janeiro de 2023, após ficar dois anos na capital federal entre março de 2019 e março de 2022.
Entrevistas com integrantes do PCC custodiados em presídios federais nunca ocorreram. Entretanto, integrantes da facção rival, o Comando Vermelho (CV), já foram entrevistados. Fernandinho Beira-Mar concedeu três entrevistas, enquanto Marcinho VP participou de uma.
Em nota, a defesa de Marcola repudiou o “reiterado vazamento de informações que se encontram sob a guarda do Estado” e salientou que o líder do PCC foi consultado e concordou com a entrevista, mas o pedido não foi autorizado.
Os advogados afirmam que a única autorização para uma entrevista com Marcola ocorreu no âmbito da série documental “Territórios — Sob o Domínio do Crime”, do Globoplay. Na ocasião, porém, ele decidiu não concedê-la.
Por fim, os advogados afirmam que, em razão da publicação da coluna, pedirão a instauração de um procedimento para apurar a origem “dos vazamentos e a responsabilização de quem lhes deu causa”. O processo foi consultado pela reportagem é público.
Saúde
Conforme mostrou a coluna, em agosto, Marcola teve a dose de clonazepam aumentada após apresentar sintomas de ansiedade e insônia.
O líder do PCC passou a tomar um comprimido e meio de clonazepam de 2 mg à noite, o equivalente a uma dose de 3 mg do medicamento.
A alteração foi feita após atendimento psiquiátrico por telemedicina.
A administração da penitenciária onde Marcola está preso afirma que ele não apresentou alterações na percepção da realidade nem episódios psicóticos durante os atendimentos.
PODER 360

