PGR decide não negociar nova delação a com Vorcaro

03 de julho 2026 - 08h34
Créditos: Reprodução

A PGR (Procuradoria-Geral da República) decidiu encerrar de vez as negociações para um acordo de delação premiada com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A CNN apurou que a PGR informou à defesa do investigado que não haverá nova proposta, após a rejeição da segunda sugestão apresentada por Vorcaro.

Na avaliação da PGR, a colaboração não atende aos requisitos mínimos para um acordo. Para auxiliares de Paulo Gonet, Vorcaro não tem admitido os crimes previstos pela investigação. Para que uma delação avance, o investigado precisa assumir a própria participação em delitos, apresentar informações comprováveis sem tentar isentar terceiros envolvidos.

Além de assumir compromisso de reparar os danos causados, com devolução dos valores obtidos de forma ilícita. Nenhum dos critérios mencionados pelo entorno de Gonet foi apresentado por Vorcaro.

A manifestação da PGR acompanha o entendimento da Polícia Federal, que considerou irrelevante a última proposta por não ter trazido elementos inéditos para as apurações, continha muitos relatos baseados em “ouvi dizer”, sem provas que os sustentassem. A investigação disse ainda que Vorcaro não previa garantias de ressarcimento dos recursos que teriam sido desviados.

Antes da decisão definitiva da PGR, Vorcaro esperava a substituição de um dos advogados responsáveis pelas negociações na tentativa de destravar o acordo. Ainda assim, a Procuradoria sinalizou que não pretende reabrir as tratativas nas condições atuais.

Papuda
Após ter dois acordos de delação premiada negados e trocar de advogados, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro foi transferido da superintendência da PF (Polícia Federal) para o 19º Batalhão da Polícia Militar no Distrito Federal, conhecido como Papudinha. O antigo dono do Banco Master chegou no local na noite de quinta-feira (25) e passou a primeira noite na nova cela, onde deve continuar preso.

O dono do antigo Banco Master estava detido em uma cela especial da Polícia Federal, enquanto aguardava a homologação de um acordo de delação premiada. No entanto, a proposta mais recente foi recusada tanto pela corporação policial quanto pela PGR (Procuradoria-Geral da República). A primeira tentativa de colaboração também foi recusada pela PF.

Em decisão, o ministro André Mendonça, relator dos processos do caso Master no STF (Supremo Tribunal Federal, determinou que a Polícia Militar do DF adote as medidas necessárias para impedir o contato de Vorcaro com outros investigados no caso Master que também estão no complexo do batalhão, entre eles o ex-presidente do Banco de Brasília Paulo Henrique Costa.

Com informações de Tribuna do Norte