Mudanças no tempo no RN podem afetar saúde dos pets e gerar gastos extras com veterinário; veja cuidados

24 de Maio 2026 - 07h30
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A chegada das temperaturas mais baixas e o período de chuvas no RN acendem um alerta para os donos de animais de estimação. O frio intensifica dores articulares em cães e gatos, mudando drasticamente o comportamento dos pets dentro de casa. De acordo com especialistas, animais idosos ou com predisposição a problemas ortopédicos são os que mais sofrem nesta época, apresentando sinais de rigidez, lentidão e isolamento.

Segundo informações da veterinária Mayara Andrade, o impacto do clima frio nas articulações dos animais é semelhante ao que ocorre com os seres humanos. As baixas temperaturas prejudicam os processos crônicos e aumentam a sensibilidade e o desconforto de quadros degenerativos que já existem, como a artrite, a artrose e a displasia de quadril.

Os tutores devem ficar atentos aos sinais práticos no dia a dia. A relutância em subir escadas, a dificuldade para se levantar após longos períodos deitados, a falta de interesse por brincadeiras e passeios, e até a agressividade ao serem tocados na região das patas ou coluna indicam que o animal está sentindo dor crônica por causa do clima.

Para reduzir o sofrimento do bicho e evitar gastos emergenciais em clínicas veterinárias, medidas simples de isolamento térmico devem ser adotadas. Conforme a orientação profissional, o ideal é nunca deixar o pet em contato direto com pisos frios ou áreas abertas de quintal durante a noite, sendo obrigatório o uso de camas, mantas ou estrados que cortem a temperatura do chão.

Outro fator determinante que agrava a situação é o peso do animal. A gordura corporal em excesso aumenta a sobrecarga física nas articulações que já estão inflamadas pelo frio. Especialistas alertam que manter uma rotina de exercícios leves, mesmo nos dias chuvosos, ajuda a preservar a mobilidade e impede o travamento articular dos cães.

A alimentação equilibrada desde cedo e o acompanhamento veterinário regular evitam que as crises se agravem. Ao notar qualquer mudança brusca na rotina ou no caminhar do animal, a recomendação é buscar diagnóstico profissional para ajustar a medicação ou a dieta, impedindo a evolução da doença.

Com informações do Novo Notícias