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O último dia 9 de fevereiro foi histórico para o Rio Grande do Norte. A data marcou a chegada das águas do São Francisco ao Estado e, consequentemente, a conclusão das obras da transposição pelo Governo Federal. Mas, apesar da importância da obra, iniciada há 16 anos, mais da metade da bancada federal potiguar não comemorou o fato. Após uma semana do evento que contou com a presença do presidente Bolsonaro em Jardim de Piranhas, os três senadores e mais três deputados federais do Estado simplesmente silenciaram em relação ao assunto nas redes sociais, com exceções para criticar o governo.
O PORTAL GRANDE PONTO acessou os perfis de cada parlamentar do Estado. Apenas os deputados federais Beto Rosado (PP), João Maia (PL), Carla Dickson (Pros), Benes Leocádio (Republicanos) e general Girão Monteiro (PSL), registraram o feito histórico. Os cinco, inclusive, estiveram presentes na solenidade realizada no Seridó potiguar. Já os senadores Jean Paul Prates (PT), Zenaide Maia (Pros) e Styvenson Valentim (Podemos), além dos deputados Natália Bonavides (PT), Rafael Motta (PSB) e Walter Alves (MDB) ou deixaram o fato passar em branco, apesar de todos terem publicado algo sobre assuntos diferentes em seus perfis naquela mesma data, ou até mesmo encontraram formas de abordar o assunto negativamente.
O senador Jean Paul Prates foi o único senador a citar o evento com a presença de Bolsonaro para a inauguração da transposição. Porém, a referência foi negativa. O petista publicou um vídeo para rebater falas ditas pelo presidente, que ainda acusou de inaugurar o projeto de maneira inacabada e sem a presença das águas do São Francisco no Estado. Segundo Jean, o evento contou apenas com água da chuva.
A informação divulgada pelo petista, e repetida por aliados nos últimos dias, já foi desmentida pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, que tornou público inclusive um gráfico da Agência Nacional de Águas confirmando o grande salto no volume de água no Rio Piranhas após meio dia de 9 de fevereiro. Já Zenaide e Styvenson não fizeram qualquer menção a obra neste período.
Em relação aos deputados federais, o único a abordar o tema foi Rafael Motta, que também usou o espaço em tom crítico ao Governo Bolsonaro. "Os nordestinos segundo Bolsonaro: cabeçudos, paus-de-arara e incapazes de entender que ele apenas entregou uma obra que já estava 90% concluída. A conivência de alguns conterrâneos até existe, mas desde 2018, somos uma maioria consciente, resistente e sabedora das suas falácias", escreveu o parlamentar. Os demais, nenhuma citação.


