Mãe é condenada após levar ex ao tribunal do crime por abuso contra filha

02 de Agosto 2026 - 11h33
Créditos: Poder Judiciário SC/Divulgação

Duas mulheres denunciadas pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) foram condenadas por participação no sequestro, tortura e execução de um homem em um chamado “tribunal do crime”, em Campinas (SP). Uma delas, apontada como ex-companheira da vítima, teria acionado uma facção criminosa após acusá-lo de abusar sexualmente da filha do casal.

A decisão foi proferida na quarta-feira (29/7) e fixou penas de 32 e 26 anos de prisão, ambas em regime inicial fechado. As duas também não poderão recorrer em liberdade.

Segundo a denúncia do MPSP, o caso começou quando uma das mulheres procurou integrantes de uma facção e acusou o ex-companheiro de abuso sexual contra a filha.

Em fevereiro de 2022, o homem e a então companheira foram atraídos para uma emboscada sob a justificativa de receber informações sobre o paradeiro da adolescente, que estaria desaparecida. Ao chegarem ao local, os dois foram mantidos em cárcere privado por cerca de 12 dias e submetidos a sessões de tortura física e psicológica para que confessassem o suposto abuso.

A mulher foi libertada posteriormente, mas o homem foi levado para outros cativeiros e nunca mais foi encontrado. Por isso, as acusadas também responderam por ocultação de cadáver.

Segundo o MP, a mulher que denunciou o ex-companheiro participou do planejamento da ação, acionou a facção e permaneceu no local durante o cárcere e as agressões. A segunda condenada teria participado da privação da liberdade e das sessões de violência.

As duas foram condenadas por homicídio qualificado, cárcere privado, ocultação de cadáver, tortura e associação criminosa. A denúncia também apontou que uma adolescente foi exposta aos crimes praticados pelo grupo.