Ivan Baron reclama de tratamento desigual do PT, diz que foi “expulso” e anuncia que vai “encontrar outro caminho”

31 de Agosto 2026 - 13h37
Créditos: Reprodução/O Globo

O candidato a deputado estadual Ivan Baron (PT), que ficou nacionalmente conhecido ao subir a rampa do Palácio do Planalto ao lado do presidente Lula (PT), na posse do petista em 2023, disse que irá “encontrar outro caminho” e reclamou de ter sido “expulso” pelo partido em razão da falta de apoio para sua candidatura à Assembleia Legislativa. Ele afirmou que, na tarde dessa segunda-feira (31), se reunirá com apoiadores para “ver o que vamos fazer”.

A queixa está relacionada ao tratamento desigual na distribuição dos recursos do fundo partidário entre os integrantes da nominata da Federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PV e PCdoB. Ele disse que foi “surpreendido” pela imprensa e pelo site do TSE com a notícia de que “receberia apenas R$ 24 mil de apoio partidário”.

Isso, segundo ele, é “reflexo de como candidaturas de pessoas com deficiência são tratadas na política, principalmente no campo progressista”. “Soltaram a minha mão e, no momento em que eu mais pensei que receberia apoio, acabei ficando para trás”, disse o candidato, acrescentando que “isso não vai ser motivo pra que a gente desista ou abaixe a cabeça”.

“Eu até já sabia que seria difícil, mas jamais imaginei pensar que eu seria expulso dessa maneira. Expulso sim, até porque a gente precisa parar de romantizar a política. Quando não nos é dado o apoio e a oportunidade para que a disputa esteja em nível de equidade junto com os demais acaba se tornando abandono e abandono é exclusão”, afirmou.

Ivan disse que não retirará a candidatura, mas que vai “recalcular a rota” da campanha, que não poderá “acompanhar o ritmo de rua” e investirá mais no digital. Apesar da decepção com o PT, Ivan disse que seguirá filiado à legenda para não incorrer em infidelidade partidária e manterá o apoio a Cadu de Lula ao Governo do Estado.

Notícias relacionadas

Últimas notícias