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10/06/2019 16:44

Indústria de argamassa BQMIL é finalista do Prêmio Nacional de Inovação da CNI

Indústria de argamassa BQMIL é finalista do Prêmio Nacional de Inovação da CNI

Inovação em produtos e processos, com foco na sustentabilidade e conceito de economia circular, a partir de um projeto de Gestão Integrada, levou a indústria de argamassa BQMIL [Brasil Química e Mineração Industrial] a estar entre 15 finalistas do Prêmio Nacional de Inovação da CNI – Edição 2018/2019, que recebeu 1.746 empresas inscritas. E entre as três finalistas na categoria “Processo”, na modalidade “Média Empresa”. A solenidade de entrega do prêmio acontece na próxima segunda-feira, dia 10, durante o 8º Congresso de Inovação, em São Paulo.

 

O Prêmio é uma iniciativa da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), realizado pela CNI e o SEBRAE em parceria com o SESI e o SENAI e conta com o apoio de 14 instituições, entre elas o IEL. E visa incentivar e reconhecer os esforços bem-sucedidos de inovação e gestão da inovação nas organizações que atuam no Brasil.

 

“A expectativa é boa. Só em estarmos entre multinacionais, que trabalham com robótica, tecnologia de software, enquanto o nosso produto é bastante conservador, feito há um século, que é misturar areia e cimento para fazer argamassa, nos sentimos vitoriosos. Um produto convencional com um processo inovador mostra que o nosso esforço foi muito maior”, afirma o CEO da BQMIl, Marcelo Rosado.

 

A empresa produz atualmente 200 mil sacos/mês de argamassa, na unidade Mossoró, onde emprega 70 colaboradores. Para concorrer ao Prêmio Nacional de Inovação da CNI, o trabalho em inovação, pesquisa e economia circular foi iniciado bem antes. O pontapé inicial para a prática de economia circular na região de Mossoró, onde está localizada, conta o CEO da BQMIL Marcelo Rosado, veio em 2009, após pesquisas em parceria com a UFRN, que resultou na primeira patente da BQMIL: uso do resíduo da britagem de rocha calcária na formulação de grautes e argamassas.

 

Com a continuidade das pesquisas em parceria com a UFRN, UFSC, SENAI, além de agencias de fomento, a BQMIL obteve aprovação em edital de inovação do FINEP e no Edital SENAI SESI Inovação, com diversos projetos nos últimos anos.

 

A empresa trabalha com pesquisa e inovação na incorporação de resíduos. Além do que gera, recebe resíduos industriais de outras empresas, que após beneficiamento, substitui a matéria prima virgem. “Isso evita retirar matéria prima da natureza, além de consegue desempenhos diferenciados e até preço mais competitivo”, observa ele.

 

O conceito de economia circular está presente desde a manutenção, a implantação de equipamento, produto fabricado para não gerar resíduo. Eliminar o desperdício facilita para ter maior controle e diminuir os custos na obra, a partir do ganho de eficiência, gerando margens melhores e tornando o produto e o processo mais competitivo. “Absorvemos o nosso resíduo e desenvolvemos pesquisa para absorver o resíduo de outros setores como a indústria de alimentos, pneus, outras minerações. Resíduos que ficavam acumulados hoje são incorporados aos nossos produtos”, explica.

Gestão Integrada
Em 2016, a empresa deu início ao piloto do “Projeto de Gestão Integrada para Inovação”, juntamente com a FIERN, unindo SESI, IEL e SENAI, além do SEBRAE, onde a consultoria de cada instituição atuou de forma integrada com as demais. Um projeto com foco na mudança de cultura gerencial e organizacional da empresa para tornar rotina a gestão integrada e o planejamento estratégico, gerando melhorias nos processos, produtos e qualidade buscando integrar os setores.

 

“Nosso foco era fazer que a inovação acontecesse em todos os setores da empresa. Todos os setores tinham que absorver a inovação como prioridade”, destaca o CEO da BQMIL, Marcelo Rosado.

 

A fase de reestruturação da BQMIL se deu entre 2017 e 2019. A implantação da cultura de Gestão Integrada, faz com que cada projeto tenha participação direta das células produtivas envolvidas e líderes de setores, proporcionando melhoria na eficiência e na velocidade de conclusão de cada novo projeto da fábrica, influenciando diretamente o planejamento estratégico e as tomadas de decisões.

 

“O parque tecnológico do RN precisa de inovação, de novas soluções, para ter competitividade e acredito que o Sistema tem muito a oferecer. Por isso, propus o projeto piloto, que considero muito bem sucedido, um diferencial para conseguir resultados diferentes a partir desse esforço em conjunto com as casas trabalhando sincronizado”, afirma ele, que espera que o projeto oferecido a outras empresas.

 

“Acredito que fortaleceria os Sindicatos, o Sistema Indústria em si, como também a economia do Estado. Meu sonho é que se torne um case nacional. O Brasil precisa melhorar a produtividade, de novas soluções de mercado. E para empresa de pequeno e médio porte fazer sozinha, ela não consegue. A solução e fazer esse trabalho via Sistema que consegue consultorias com bons profissionais por preço acessível”, acrescenta Rosado.

 

Desde 2013, a empresa recebe consultorias nas áreas de segurança e saúde no ambiente de trabalho, design estratégico e gestão de marca, adequações para certificação ISO e gestão da qualidade, treinamento para formação de lideranças, adequações em normas de segurança de trabalho, trabalho em altura, combate a incêndio, consultorias abordando mapeamento de processos e revisão de procedimentos, identificação de perfis de liderança, planejamento estratégico e gestão da inovação e da geração de ideias.

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