Créditos: Ricardo Stuckert/PR
O governo federal anunciou nesta quinta-feira (3) que zerou a fila de pedidos iniciais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Apesar do anúncio, pouco mais de 200 mil requerimentos continuam sem resposta há mais de 45 dias.
Segundo o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, esses processos são, em sua maioria, casos mais complexos, principalmente relacionados ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), e estão sendo tratados por grupos de trabalho específicos.
O conceito de “atendimento sem fila” adotado pelo governo não significa que todos os processos tenham sido concluídos. A gestão considera que o represamento foi superado porque o INSS passou a analisar mais solicitações do que recebe e porque o estoque de requerimentos pendentes ficou abaixo do volume de novos pedidos registrados mensalmente.
Em agosto, o instituto encerrou o mês com 1,252 milhão de requerimentos em análise, enquanto recebeu 1,394 milhão de novas solicitações. O tempo médio para uma decisão ficou em 34 dias.
“Quando isso acontece, nós não temos mais uma fila, nós passamos a ter um fluxo”, afirmou Wolney durante cerimônia no Palácio do Planalto.
Mais de 200 mil aguardam além de 45 dias
Questionado sobre os requerimentos que permanecem pendentes há mais de 45 dias, o ministro classificou esse estoque como um “resíduo” diante do volume processado pelo INSS.
Além dos pedidos de BPC, há processos de aposentadoria e casos que dependem de perícias, avaliações sociais ou da apresentação de documentos pelos próprios segurados.
Para reduzir o tempo de espera, o governo afirma ter nomeado 2.510 servidores, ampliado perícias por teleatendimento e análise documental, realizado mutirões e adotado pagamento de bônus por atividades além das metas regulares.
Segundo os dados apresentados pelo Executivo, o tempo médio de espera por perícia médica caiu de 70 dias, em agosto de 2023, para 17 dias em agosto deste ano.
Com informações de Portal da 98 FM


