Funcionários públicos, donas de casa, aposentados: Venezuela intensifica alistamento para enfrentar eventual invasão dos EUA

24 de Agosto 2025 - 13h59
Créditos: Pedro Mattey/AFP

Funcionários públicos, aposentados e donas de casa se alistaram neste sábado (22/8) na Milícia Bolivariana da Venezuela, após o ditador Nicolás Maduro convocar civis para integrar o corpo paralelo às Forças Armadas. A medida é apresentada como resposta a uma possível invasão dos Estados Unidos.

O registro ocorreu em praças, prédios públicos e até no palácio presidencial, em Caracas. Voluntários de diferentes idades declararam estar dispostos a “defender a pátria”. Entre eles, estava o auditor Óscar Matheus, de 66 anos, e a aposentada Rosy Paravabith, de 51. “O país precisa de nós”, afirmou ela.

Maduro afirmou que a Milícia conta com mais de 4,5 milhões de soldados. Em 2020, as Forças Armadas somavam 343 mil integrantes, número próximo ao do México e inferior apenas ao Brasil e à Colômbia, na América Latina.

A mobilização ocorre no momento em que os EUA posicionam três navios militares em águas internacionais próximas à costa venezuelana, alegando operações contra o narcotráfico. A oposição pede que a população não se aliste, mas milhares de voluntários continuam aderindo.

“Vamos defender esta pátria até o nosso último suspiro”, disse o ministro da Defesa, Vladimir López.